domingo, 24 de agosto de 2014

O rescaldo da festa

Bom, tá tudo muito bom, tudo muito bem, mas vamos ao que interessa. O decacampeonato é muito bom e tal... mas o que o GP nos diz da seleção e de suas adversárias para o Mundial - esta sim a taça que realmente nos interessa?

Sobre o Brasil, fica a tranquilidade em saber que se encontrou e entrosou o seu time titular. Tínhamos duas peças importantes que precisavam jogar e se adaptar à equipe: Jaqueline e Camila Brait.

A volta da Jaque deixou claro: sem ela, o Brasil inexiste. Tá, meio dramático isso, mas fica um timinho bem meia boca. E os adversários devem ter observado isso. Vamos sofrer muita pressão no saque e o alvo preferido vai ser a Garay.

Camila Brait assumiu a titularidade e nos deixou tranquilos. Não, ela não é uma líder como a Fabi, mas adicionou muita qualidade à defesa brasileira. Acho que a volta da Jaque fez bem à Camila, que estava sobrecarregada na outra composição. É uma dupla que tem entrosamento. A líbero foi a jogadora mais regular da seleção no GP, nossa segurança na defesa, sem dúvida. 
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No entanto, duas coisas preocupam: o Brasil foi a única seleção a jogar com força máxima durante todo o GP. Será que não foi desgaste demais? Pior, será que não nos expusemos demais? Pior ainda, será que não chegamos ao nosso máximo antes da hora?

Sabemos que o Zé Roberto sempre faz esta escolha. A maioria das vezes não comprometeu. Houve casos, como a Copa do Mundo de 2011, no entanto, que a seleção chegou aos pedaços.

O Zé fez uma opção de entrosar ao máximo aquele que considera seu time titular. A meta foi alcançada, mas a escolha pode cobrar o seu preço, ao menos numa situação. Se o time titular está tinindo, as reservas não. Elas entraram em poucos momentos. 


E se, por um azar, a Dani Lins se machuca? Fabíola mal entrou (e, aliás, quando entrou na partida da Turquia foi a única a levar uma bronca do treinador e ser esquecida no banco por dois sets mesmo quando a titular não estava bem).

O Zé não parece confiar nas suas reservas, o que tem dois efeitos negativos: o primeiro é comprometer um resultado ao demorar para tentar uma troca, como aconteceu contra a Turquia no GP; o segundo, é tirar a confiança das próprias reservas ao não se sentirem úteis

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Em relação aos adversários, acho que tivemos sinais de que, mesmo renovado, os Estados Unidos entram na briga pelo título mundial. E é um adversário especialmente difícil para o Brasil.

Também vejo a China como uma força para o título, ainda que correndo por fora. Lang Ping tem em mãos uma geração muito forte no ataque.

E temos a Rússia. Nem precisa de GP para saber que ela é uma das favoritas ao título. O que a seleção russa apresentou agora no GP não é nada do que vai ser no Mundial, tenham certeza disso.

É Deca!!! Brasil 3x0 Japão


Aconteceu o que todo mundo sabia. O Brasil sobrou desde o início do Grand Prix e ninguém mais merecedor do que ele para levantar a taça do torneio. Com exceção do jogo contra a Turquia, a seleção foi soberana.

Agora, o que ninguém esperava era ver o Japão tão atrapalhado na decisão contra o Brasil. Sentiu o peso de jogar em casa com boas chances do título? Provavelmente. Não me lembro de ver as japonesas cometendo tantos erros em uma partida, foram 29 no total.

Até no passe as japonesas quinaram. Ficaram tão atordoadas com seus próprios problemas que mal aproveitaram as chances que o Brasil, numas bobeadas, dava para elas se recuperarem.

O Brasil teve o mérito de tomar a atitude do jogo e mantê-la forte nos dois primeiros sets. Quando cometia uma falha de ataque ou recepção, no lance seguinte se reestruturava rapidamente. Também defendeu tanto quanto seu adversário.

Mas no terceiro set, a seleção entrou meio no ritmo do adversário e se desconcentrou. O intervalo maior entre o segundo e terceiro sets que costuma acontecer nas partidas do Japão e que tantas vezes beneficiou o Brasil em outras ocasiões, desta vez jogou contra. A seleção teve sorte que, no momento do aperto, o Japão errou. Se o Japão mantivesse um pouco mais de regularidade, levava o terceiro set. 

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Na falta da Takeshita...

Enquanto discutiam na tv quem poderia ser a MVP eu dizia para as paredes: vai ser uma japonesa. É tradição. Se tem alguma atleta do Japão bem colocada nas estatísticas e a final é no Japão, vai ser ela a MVP.

A Sano é uma excelente líbero e, pelas estatísticas, mereceu ganhar o prêmio na sua posição. O de MVP é discutível. Meu senão para esta premiação é que, exatamente na final, ela deu umas bobeadas no passe. O mesmo se pode dizer da sua colega, Nagaoka, que também compõe a seleção do campeonato. No caso da ponteira, aí a atuação foi bem abaixo.

Aliás, falando em ataque japonês, não entendo este equema adotado pelo treinador nipônico. Ele escala só uma central, as demais são atacantes de ponta. Não existe bola de primeiro tempo, são todas as jogadas pelas extremidades. Ou seja, um jogo de fácil leitura para o bloqueio adversário. Não sei se esta impressão foi pela atuação abaixo do normal das japonesas hoje - afinal, não vi as partidas anteriores. De qualquer forma, o time me pareceu pobre em opções de ataque. 

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Obs: mais tarde, um post sobre o que podemos tirar das atuações do Brasil e dos adversários no GP para o Mundial.
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 Bélgica

 
Fácil, fácil. Quase um treinamento. O Brasil atropelou a Bélgica com direito a um retorno:  Thaisa. A meio de rede voltou a jogar bem depois de ter sumido nos dois primeiros jogos da fase final. 

Estava curiosa para ver a Bélgica, terceira colocada do Europeu, e que venceu a Holanda e Polônia, times mais experientes, na ‘série B’ do Grand Prix. Mas a seleção que apareceu foi quase amadora, tamanho os erros que cometeu.

Essa diferença de qualidade acaba por desvalorizar a fase final do GP. Os Estados Unidos  poderíamos enfrentar Estados Unidos... Mesmo a desfalcada Itália seria um teste mais enriquecedor para o Brasil.

No primeiro momento, gostei desta fórmula adotada no GP. Dá oportunidade para equipes emergentes e traz mais seleções para disputa sem inchar o calendário das seleções principais com confrontos fracos. Mas esta primeira experiência com a Bélgica foi decepcionante. 
 
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As duas últimas rodadas vão ser emocionantes para a disputa do título do GP. A recuperação proporcionada pelas reservas contra Turquia deixou o Brasil ainda vivo. A seleção precisa vencer a Rússia para decidir o título no último jogo contra o Japão.

Aliás, o Japão está arrasador na fase final depois de uma irregular classificatória – privilégios de quem sedia há 430 anos o GP e tem lugar cativo nas finais. De qualquer forma, não dá para tirar o mérito da equipe japonesa nesta etapa. Está com acom um trio poderoso de ataque que conta, além de Saori, com Ishii e Nagaoka.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 China



E tudo voltou ao normal, ainda bem. Não só pelo fato do Brasil voltar a ganhar, mas, principalmente, voltar a jogar bem.

A base central do time - Jaqueline e Dani Lins - sustentou esta recuperação. Já vimos que a Jaque é o termômetro desta seleção. Se ela for mal, o time inteiro cai. E no confronto contra a Turquia, nem ela se salvou. Contra a China, ela voltou a estabilizar o passe brasileiro, o que ajudou a Dani a fazer uma distribuição inteligente.

Thaisa e Garay tiveram mais dificuldades para se recuperar da partida anterior. A ponteira só foi ganhar confiança e a pontuar no ataque no segundo set. A central, no terceiro, quando conseguiu, depois de muitos erros nos sets anteriores, encaixar uma boa sequência de saques.

Parte desta discrição da Thaisa na fase final se deve também às dificuldades do Brasil em manter a relação saque-bloqueio eficiente, como conseguiu na fase classificatória.

E assim foi: um Brasil capenga, ainda sem jogar o seu melhor, venceu a China que, mesmo sem quatro titulares, é um time melhor e com mais recursos individuais do que a Turquia. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

GP - Brasil 2x3 Turquia

Encerrei o último post dizendo que o título do Grand Prix só se afastaria das mãos do Brasil caso ele próprio permitisse. E a seleção permitiu.

Não se trata de desmerecer a Turquia, que fez o dever de casa direitinho. Colocou pressão no saque e marcou muito bem as bolas com a Thaisa e com a Garay. Realmente não poder contar com a Darnel fez o time ter uma distribuição mais homogênea e menos óbvia. Mas só venceu porque o Brasil permitiu. Pior, porque a seleção aceitou a pressão e não soube dar o troco.

Fica difícil aceitar que uma equipe madura e inteligente como a brasileira não tenha sabido sair das armadilhas impostas pela Turquia e, muito menos, não tenha ela conseguido impor dificuldades ao adversário. Uma sequência de bons saques da Sheilla desconstruiu o time turco. Simples assim.

Não é possível que o bi-campeão olímpico se sinta ansioso e perca a lucidez desta forma. Ficar assim no primeiro set, tudo bem. Mas a partida inteira é um retrocesso, é voltar àquele time que iniciou a Olimpíada de Londres. 
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O saque e o bloqueio brasileiros, pontos fortes da equipe até então, praticamente inexistiram na partida. O bloqueio só foi aparecer com a entrada da Ana Carolina no terceiro set, quando o jogo já estava à beira do precipício para o Brasil.

Aí vem a questão: por que demorar tanto para fazer as substituições? A Garay estava quase que implorando para ser tirada de quadra desde o início. Estava comprometendo no passe e no ataque. Se não é nesses momentos que devemos contar com as reservas, não sei quando vai ser.

Ao menos, mesmo que tardiamente, a minha dúvida sobre o potencial das reservas foi sanada. Sim, elas têm capacidade de entrar e comandar uma recuperação. 


domingo, 17 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 Tailândia



Era previsível que o Zé Roberto voltasse com o time titular contra a Tailândia, que é um adversário chato pelo seu volume de jogo. Com as “oficiais” em quadra, o Brasil não correria o risco de ter mais trabalho do que o necessário para encerrar a fase classificatória invicto.

E foi assim que aconteceu. Mesmo com toda eficiência defensiva da Tailândia, o Brasil achou o caminho para pontuar no ataque com a Fabiana. A central foi nossa melhor jogadora. Ela se adapta melhor ao jogo veloz do que a Thaisa, tanto no ataque como no bloqueio. 
 
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A baixa estatura das tailandesas poderia representar maior facilidade do nosso bloqueio, que tem atropelado os adversários. Mas não foi o caso nesta partida. O bloqueio brasileiro foi discreto, bailou com a habilidade da levantadora Tom Tom – Thaisa que o diga...

Desta vez, o saque acabou por ser mais decisivo, recuperando o Brasil nos momentos de crescimento da Tailândia, como na entrada da oposto reserva no segundo set e dos nossos erros de recepção. 

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Ao final da fase classificatória, pode-se dizer que a Andreia dá adeus à seleção este ano. Passou em branco nas inversões que entrou. Não me parece que haja uma confiança por parte da Fabíola em acioná-la e também nem dela própria. Vejo-a perdida, sem a determinação que víamos no Pinheiros. Ainda não se adaptou. Foram poucos os testes, é verdade, mas não correspondeu. Ao contrário da Monique que, mesmo com pouco espaço, mostrou mais resultado. 

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Quarta-feira começa a fase final. Além de Brasil, Bélgica, Rússia, China, Turquia e Japão participam.

Destas equipes, só a Rússia é capaz de atrapalhar a conquista do decacampeonato brasileiro. Ainda assim, o Brasil tem se mostrado em um nível superior a todas essas seleções; só perde o título se permitir.

sábado, 16 de agosto de 2014

BP - Brasil 3x0 Rep. Dominicana



Quem diria. O Zé Roberto colocou o todo o time reserva para jogar contra a República Dominicana. E, quem diria, as domenicanas não deram 1/3 do trabalho que costumam dar às brasileiras.

A verdade é que o ataque reserva do Brasil virou as bolas com muita facilidade. A Rep. Dominicana não esteve preparada para os ataques de Gabi, Tandara e Natália e isso contou a favor para que nos dois primeiros sets a seleção abrisse vantagem com tranquilidade.

Foi uma boa surpresa ver que a linha de passe, mesmo formada com Gabi e Natália, tenha ido bem. É verdade que a Rep. Dominicana é pouco consistente em tudo o que faz, por isso o Brasil sofreu pouca pressão no saque.

Aliás, esse é o grande pecado das dominicanas e o que as impede de evoluir e dar um salto de qualidade. A equipe vive de alternar momentos de disciplina e concentração com outros - que são a maioria - de erros técnicos e bobos. Parece sempre um time em formação, irregular no desempenho mesmo com boas peças individuais.

Voltando a falar do Brasil, vale a pena destacar a Gabi. Leve, voando alto e com a mão pesada, ela nos relembrou porque foi chamada à seleção ano passado.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x2 EUA


O Brasil teve que lutar nesta partida contra um adversário forte, mas também contra si próprio.

Os Estados Unidos, como sempre, marcaram bem nossos ataques pelas pontas. Tiveram, nesta partida, um saque mais eficiente, o que complicou um fundamento brasileiro que até então vinha se comportando bem: o passe.

Mas o Brasil também colaborou para que o seu desempenho caísse. A desconcentração tomou o time na recepção, no saque e no ataque... A seleção cometeu erros bobos nestes fundamentos, dando muita margem pros EUA crescerem. 



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Eu ainda estou preocupada com nossa construção e aproveitamento dos contra-ataques pelas pontas. Menos mal que as bolas mais difíceis nesta situação - a rápida pelo meio com a Thaísa e a china com a Fabiana - são as nossas melhores saídas e são facilmente acionadas pela Dani Lins. 


E também me preocupo com as nossas opções na reserva. O quanto podemos contar com elas para comandar uma recuperação? Nesta partida, a mais delicada que enfrentamos, as substituições não surgiram o efeito esperado. 


O bom disso tudo é que o Brasil enfrentou uma situação complicada na competição pela primeira vez. Saiu perdendo, teve que correr atrás e se reestruturar. Momentos de menor rendimento vão acontecer, o importante é saber dar a volta a eles. E foi o que a seleção mostrou saber fazer.

domingo, 10 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 EUA


Os Estados Unidos fizeram o Brasil suar. Apesar dos 3x0, este foi o confronto mais difícil para a seleção neste GP.

A principal dificuldade brasileira esteve no ataque. Os EUA, estudiosos e bons conhecedores do nosso jogo, marcaram muito bem os ataques brasileiros, que dificilmente caíram de primeira.

Em compensação, o Brasil fez uso do seu melhor fundamento neste GP: o bloqueio. Apareceu nos momentos mais decisivos. Não por acaso, três jogadoras (Thaisa, Fabiana e Garay) estão entre dez as maiores bloqueadoras da competição. 


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Não entendi a estratégia (ou a falta de) dos EUA no saque. Invariavelmente, os saques iam no mesmo lugar, no centro, e com a mesma força. Totalmente previsível e controlável pela Jaqueline ou pela Garay. O Brasil, pelo contrário, variava os “alvos” e usava saques curtos e longos, dando mais trabalho ao passe norte-americano.

O passe não foi problema para a seleção e a Dani Lins novamente conseguiu fazer uma boa distribuição entre as atacantes. Mas ainda vejo falta de maior precisão na organização dos contra-ataques, com bolas mal levantadas. São chances que o Brasil acaba desperdiçando.

E, finalmente: habemus Tandara! Ela foi muito bem no segundo e terceiro sets, tendo bolas importantes para virar e correspondendo. Se ela se mantiver assim, teremos um grande trunfo no banco. Só temos que ficar na torcida para que nenhum outro problema físico a impeça de servir à seleção. 


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Momento de reflexão

 

A Fabizinha, como todos devem ter reparado, virou comentarista da Globo e esteve nas transmissões desta rodada do GP. Ouvindo-a, pensei como os (ex) atletas pouco ou nada acrescentam sobre o conhecimento da modalidade a nós (leigos, pero no mucho) quando são comentaristas de TV .

Não sei se entram no modo automático e repetem tudo aquilo que se costuma ouvir nas transmissões ou realmente não têm um conhecimento mais profundo do esporte que praticam ou praticavam.

Há exceções, mas, a grande maioria se restringe a comentários básicos. Entendo que, por ser TV aberta, a transmissão deve atingir a todos, mesmo aqueles que não entendem nada do esporte. E a emissora está interessada mais na imagem e nome do atleta, que ele seja reconhecido pelo público, do que pela sua capacidade de análise.


Ainda assim, me incomoda o fato de atletas que viveram ali o dia-a-dia, muitas vezes recém-saídos desta rotina, não tenham nada mais a dizer do que aquilo que a gente está vendo. Falo isso porque gostaria de aprender mais sobre o vôlei, que certamente é mais complexo do que a gente vê e, inclusive, comenta aqui.  

sábado, 9 de agosto de 2014

GP - Brasil 3x0 Rússia


Está difícil achar algum time capaz de bater o Brasil neste início de Grand Prix. A seleção está num nível de preparação bem mais avançado do que as demais que disputam o torneio.

Contra Rússia, novamente o Brasil foi muito bem. Fica difícil apontar um destaque quando se tem um conjunto tão bem equilibrado. Ainda assim, quero ressaltar a atuação da Thaisa nesta partida. Ela foi fundamental no momento mais crítico para a seleção, que foi no segundo set.

A Rússia tomou a frente no placar com a relaxada no saque e o mau aproveitamento dos contra-ataques do Brasil. Mas perdeu esta vantagem por dois motivos: os erros que cometeu e o desempenho decisivo da Thaisa no bloqueio. Ela matou três ataques russos quase que na sequência e a seleção virou o set. 

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É curioso que, no segundo set, a Rússia tenha se destacado na defesa e o Brasil no bloqueio. Uma inversão do que costumam ser os pontos fortes de cada equipe. Aliás, o bloqueio russo praticamente inexistiu, o que se pode colocar na conta da Dani Lins, com uma distribuição homogênea e bolas velozes.

Outro ponto positivo deste confronto foi os poucos erros cometidos pelo ataque do Brasil. No saque, mesmo forçando, a seleção tem tido um bom aproveitamento. O problema estava, nas outras partidas, nos desperdícios de ataque e contra-ataque. Hoje, a seleção deu poucos pontos de graça ao adversário e, quando errou, não foi nos momentos decisivos – o que mostrou uma boa resposta do grupo à pressão. No caso, a Rússia é que falhou quando sentiu a ofensiva brasileira.

Agora, não vamos achar que esta partida diz algo sobre o Mundial. A Rússia nunca deu bola para o Grand Prix e não vai ser agora que vai levá-lo a sério. No Mundial, a história vai ser outra. Ali vamos ter a Goncharova realmente em quadra e - o mais temido - a volta da Gamova.