quarta-feira, 15 de abril de 2015

Seleção Papo de Vôlei - Votações abertas!


Chegou o momento mais esperado de toda a Superliga: a escolha dos leitores da seleção Papo de Vôlei!

Como sempre, vocês vão escolher os melhores do campeonato elegendo o sexteto principal + líbero + treinador. E, como sempre também, a seleção não dá nenhuma premiação nem para os votantes nem para as jogadoras. Vale mesmo pela diversão!

Os votos podem ser enviados pelos comentários dos posts até o final da segunda-feira (27), um dia após a decisão. Assim, quem prefere esperar a final para ver se alguém vai merecer ou não um lugar na sua seleção, tem tempo suficiente.

Prestem atenção que, por questões técnicas que explico mais abaixo, juntei a escolha das ponteiras e da oposto na mesma categoria. Cada um elege o seu trio ideal e as três mais votadas vão para a seleção. Ou seja, os votos, tanto para uma quanto para outra posição, vão ser contabilizados juntos. A seleção talvez fique meio capenga, mas acho que esta é a melhor maneira de resolver a falta de opções para a posição de oposto nesta temporada. 

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Como já é tradição, inicio a votação com as minhas eleitas. Olha, esta foi a temporada mais difícil para compor a seleção do campeonato. Fora um ou outro nome que se destacou, os demais estão longe de serem uma certeza entre os melhores. Digamos que foi uma temporada sem muito brilho – tanto em relação às equipes como aos desempenhos individuais.

Levantadora: Fofão (Rexona)

Está aí uma posição difícil de escolher. As levantadoras das equipes principais tiveram uma SL bastante irregular. No Sesi, Carol Albuquerque foi constantemente substituída pela Claudinha. No Molico, Dani Lins esteve boa parte da SL irreconhecível. Apesar das estatísticas serem até favoráveis a ela, a Karine, no Praia, não foi mais do que uma levantadora mediana. A Macris fez novamente um campeonato correto, mas pouco de pouca criatividade e ousadia. 

Gostei da SL da Naiane, que seria a minha segunda opção. Junto com a Jaqueline, ajudou a acertar o time do Camponesa/Minas. Mas a juventude e a insegurança pesaram um pouco na fase final.

Por isso, minha escolha pela veterana Fofão, que faz sua despedida da SL. É um voto seguro, sem erro, apesar de saber que não foi das temporadas mais iluminadas dela. Acontece que não se pode desconsiderar o fato de que o time que ela comanda tem o melhor ataque mesmo não tendo – nem de longe - a melhor recepção do campeonato.


Centrais: Ana Carolina (Rexona) e Thaísa (Molico)

Está aí outra posição difícil de escolher. Acho que as principais jogadoras desta posição fizeram uma temporada parecida. As melhores atacantes foram prejudicadas pelo baixo nível de qualidade do passe. Ainda assim, vimos jogadoras como Fabiana, do Sesi, e Roberta, do Brasília, serem fundamentais para compor o ataque de seus times. A Roberta poderia até estar na minha seleção se as contusões não a tivessem a impedido de jogar até o final.

A minha escolha, portanto, vai para aquelas centrais que colaboraram com os seus times por outros caminhos, através do saque e do bloqueio. Acho que tanto a Carol como a Thaísa – ainda que sem mostrar o mesmo nível de desempenho durante toda a SL – são as que apresentam melhores performances nesses dois fundamentos. Afinal, saque e bloqueio compensaram a dificuldade das equipes desta SL em pontuar no ataque e salvaram muitas partidas para os favoritos.


Líbero: Camila Brait (Molico/Osasco)

De todas as líberos, a Camila foi a que teve maior trabalho e que melhor respondeu às dificuldades. Teve que lidar com trocas constantes das ponteiras passadoras, além da baixa qualidade das suas colegas neste fundamento no fundo de quadra. Ela é responsável quase que sozinha por toda linha de passe do Molico. A desorganização na defesa, durante a pior fase do time no campeonato, prejudicou-a. Mas, no momento que a equipe alcançou o mínimo de estabilidade, ela voltou a brilhar na defesa.


Ponteiras/Oposto: Jaqueline (Camponesa/Minas), Gabi (Rexona) e Carcaces (Molico/Osasco)

Definitivamente, não foi uma Superliga das opostos. Os treinadores passaram a competição tentando encontrar a jogadora ideal para a posição. Foram trocas e trocas para que se chegasse ao final sem qualquer destaque. O papel de definição e de bola de segurança, no fim, ficou para as ponteiras passadoras. 

A única oposto que dá realmente para destacar é a Thaisinha, do São Caetano. Monique ficou muito tempo fora e a Rosamaria caiu de rendimento depois das contusões. Por isso, por falta de opções, resolvi colocar as ponteiras e a oposto na mesma categoria para, cada um, compor seu time como quiser. 

No meu caso, a cubana Carcaces assumiria o papel de oposto. Jaqueline foi a escolha mais fácil e óbvia desta seleção, simplesmente porque não há no Brasil jogadora igual a ela. E Gabi foi a eleita para representar o Rexona, o melhor ataque da SL.


Treinador: Bernardinho

Assim como a Fofão, opto pelo o que não tem erro. Independentemente do time que tem nas mãos, o Bernardinho faz render e leva à final. Há pouco o que se discutir contra resultados. Acho que Talmo e Wagão também merecem um aplauso pela temporada. Fizeram mais com menos.

sábado, 11 de abril de 2015

Osasco em: O Retorno


Molico/Osasco 3x0 Sesi

“I’ll be back”. O Luizomar não falou isso, mas bem que poderia. E se tivesse dito isso um mês atrás, ninguém acreditaria – ou, pelo menos, colocaria bastante em dúvida a possibilidade do Molico voltar a disputar a final da Superliga.

Acontece que o Luizomar e o Osasco conseguiram, chegaram à final ressurgindo quase que das cinzas. Depois de uma série de atuações ruins, sem encontrar a melhor formação e com a confiança no chão, tiveram pela frente o pior adversário possível na semifinal: o carrasco Sesi.

E o Molico deu o troco – e muito bem dado, por sinal, nesta última partida. Quem acompanhou os últimos confrontos entre as duas equipes, deve ter percebido que houve uma troca de papeis na quadra. O Osasco desta vez é que anulou as jogadas do Sesi, que, aos poucos, foi perdendo a confiança até entregar pontos e pontos em erros ao adversário.

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O Sesi foi aniquilado no saque. Primeiro, sofreu com o saque do Osasco, que impediu que as levantadoras usassem a principal atacante do Sesi, a Fabiana. Segundo, o próprio saque do time da capital paulista foi uma arma não utilizada. A Dani Lins jogou o tempo inteiro com o passe na mão, tanto que quem brilhou no ataque foram Gabi e Ivna – uma mostra de que o caminho esteve livre para o Osasco na rede e de que não foi necessário acionar a desatadora de nós cubana, a Carcaces.

Assim, sem sacar bem, o Sesi não teve como se defender. Não teve bloqueio nem volume de jogo. E mesmo quando conseguia recuperar uma bola, desperdiçava o contra-ataque. O Sesi ficou preso num ciclo vicioso. O olhar perdido das jogadoras representou bem a situação do time na partida.

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É uma pena que o Sesi saia da competição assim. Fez um campeonato mais equilibrado do que o da temporada passada. Mas, pelo jeito, quanto mais atribulada for a fase classificatória, mais chance o time tem de chegar bem aos playoffs. Foi assim com o Sesi na temporada passada, é assim com o Molico nesta SL, que chega à final em pé de igualdade com o Rexona.


A disputa está totalmente em aberto. Se no último post eu disse que o Rexona teve postura de campeão, o mesmo se pode dizer para o Molico nestas semifinais. Com as últimas atuações do Osasco, fica difícil apontar um favorito. Se a classificação do Osasco pra final significa voltarmos à rotina, ao menos isso pode compensar e dar sabor ao tradicional confronto.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Rexona, de novo


Rexona/Ades 3x0 Camponesa/Minas

O mais provável aconteceu: o Rexona se classificou para a sua 11ª final de Superliga. 

Conseguiu o passaporte para a decisão voltando a apresentar um bom voleibol, o que é mais importante. Fazia tempo que não víamos, por exemplo, o ataque carioca funcionando bem com todas as suas jogadoras. A dupla Natália e Gabi voltou a ser decisiva, superando qualquer dificuldade que os erros de recepção - cometidos por elas mesmas - tenham imposto.

Na verdade, o passe do Rexona funcionou bem. Deu um mínimo de estabilidade para que as atacantes, guiadas pela Fofão, virassem com tranquilidade. O mesmo, no entanto, não se pode dizer do Minas.

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Infelizmente, o Minas se despede da competição jogando abaixo do que poderia apresentar. Não sei qual problema veio primeiro, os erros de recepção ou a baixa confiança. Mas a realidade é que nem tecnicamente nem animicamente o time lembrou as suas melhores atuações.

Achei o Minas acuado e abatido. A Jaqueline, principal motor do time, esteve apagada – se compararmos com suas atuações anteriores. Foi bem marcada pelo Rexona, mas também não demonstrou a garra e a energia que vimos durante toda a temporada. Ela, que sempre foi o termômetro da equipe, exemplificou bem o que o Minas foi nesta partida.

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Não só da Jaqueline, mas senti falta de uma postura mais decisiva das jogadoras experientes do time: Gattaz, Wal e Mari. Por isso, pego leve com as jovens jogadoras. Sim, a líbero Tica sentiu a pressão, mas sua substituta, a Laís, segurou bem as pontas apesar de ter sido perseguida pelo saque do Rexona. Achei injusta também a cobrança do Queiroga para cima da Naiane nos dois primeiros sets. O passe não funcionava e ele cobrava a levantadora que, ao meu ver, fez o que estava ao alcance dela. 

O Minas, de modo geral, foi pouco agressivo, do saque ao bloqueio. A equipe precisava beirar a perfeição para bater o Rexona, ainda mais com o time carioca funcionando bem como nesta partida. Talvez por isso, em busca desta perfeição, as mineiras tenham se segurado para controlar os erros e perderam em agressividade. Mesmo quando tinha o placar a seu favor, o Minas parecia não querer – ou não saber - pegar as rédeas do jogo. 

O Rexona, por sua vez, deu suas bobeadas na cobertura de bloqueios e na recepção nos inícios dos sets. Porém, quando o caldo engrossou e chegaram os momentos decisivos, não desperdiçou uma chance. Teve conjunto e individualidades que decidiram. Teve postura de campeão.

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Pê ésse:

- O Minas caiu fora da SL e, com ele, levou a melhor jogadora do campeonato: Jaqueline.


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As primeiras selecionadas

O Zé Roberto divulgou a primeira lista de convocadas para a temporada da seleção este ano, que inclui os Jogos Panamericanos e o Grand Prix. (aliás, uma palhaçada o Brasil não poder jogar a Copa do Mundo...)

Gostei de ver ali os nomes de Rosamaria e da Michelle Pavão, as únicas, na minha opinião, que podem ter espaço na seleção principal. 

Nomes como os de Angélica e Jéssica me fazem um pouco de confusão, principalmente a segunda. Sei que esta é uma lista bem ampla, que pode acabar numa seleção B ou em nada, mas nenhuma das duas fez uma temporada boa o suficiente para serem lembradas.

Não entendo a insistência do Zé Roberto com Ana Tiemi e Joycinha. Para mim, elas tiveram as melhores oportunidades no passado e não corresponderam. Ou seja, deveriam ser página virada. Em campeonato coreano e romeno todo mundo vira destaque.

A surpresa fica por conta da Sassá. Não duvido que o Zé esteja pensando em trazê-la de volta para a seleção principal para ser reserva da Jaque. O Brasil – e o mundo – está pobre de jogadoras deste estilo. Se este for o caso, a pergunta que fica é: seria ela a melhor escolha? Eu preferiria olhar para frente e investir em jogadoras mais novas, como é o caso da Michelle.

Eis as convocadas:

Ana Tiemi (levantadora)

Angélica (central)

Ellen (ponta)

Francynne (central)

Jéssica (oposto/ponta)

Joycinha (oposto)

Juma (levantadora)

Léia (líbero)

Letícia Hage (central)

Macris (levantadora)

Mara (central)

Michelle Pavão (ponta)

Paula Borgo (ponta/oposto)

Rosamaria (oposto)

Sassá (ponta)

domingo, 5 de abril de 2015

Show do Milhão... de erros


Camponesa/Minas 1x3 Rexona/Ades (1º jogo da semifinal)

Minas e Rexona poderiam ter tido um pouco mais de compaixão conosco e ter nos poupado de tantos erros. Neste quesito, as equipes empataram, dando uma para outra – e para nossa tristeza - 26 pontos. Haja paciência.

Agora, como diria nossa presidente Dilma, “no que se refere” ao que deu certo na partida, o Rexona conseguiu ser levemente superior. A principal vantagem do time carioca esteve no ataque e teve nome e sobrenome: Natália Zilio.

Fazia um tempinho que a Natália não se achava no ataque e hoje ela se reencontrou. O curioso é que foi exatamente quando ela voltou a ser ponteira passadora. Jogou mais solta do que quando estava como oposto. A responsabilidade de recepcionar não comprometeu o desempenho no ataque e ela fez bem os dois papeis. O Minas não conseguiu desestabilizá-la e sofreu a consequência.

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Não é que o Minas tenha estado mal no ataque. Acho até que foi melhor do que vinha apresentando, utilizando mais as centrais e desafogando a pressão para cima da Jaqueline. Mas o time não conseguiu manter o mesmo ritmo de virada de bola até o final. O Minas foi sentindo o bom saque do Rexona e cometendo muitos erros no decorrer do jogo.

Comentávamos que a missão do Minas era difícil, mas que poderia ser equilibrada se ele segurasse os seus erros. Não conseguiu. A partida só foi equilibrada nos sets que o Rexona também errou demais. No fim, o Rio teve mais recursos (individuais e de grupo) para amenizar as bobagens que cometeu e se ajustar durante a partida. Tanto que, se observarmos o desempenho de cada time no confronto, a trajetória das cariocas é ascendente e, das mineiras, descendente. O tempo ajudou o Rexona a se arrumar enquanto o mesmo causou desgaste ao Minas, que, como sabemos, precisa colocar muito mais energia para ganhar cada ponto e fazer frente ao Rio.

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O Bernardinho foi ousado ao entrar em quadra com uma nova configuração de ataque logo na semifinal, colocando a Régis como oposto e voltando com a Natália para a ponta. Na hora pensei: Bruna e Andreia devem estar treinando muito mal para que o Bernardinho tente tudo quanto é formação que não as tenha como titular. 

O retorno da Natália pra ponta, como vimos, compensou, mas a Régis como oposto... E a Bruna ainda conseguiu ser pior substituindo-a. A posição de oposto é uma pedra no sapato do Rexona sem solução nesta temporada. Por enquanto, ela só rendeu pequenos tropeços porque Gabi e Natália não tem deixado o time cair. Mas num dia de azar, no qual nenhuma das duas jogue bem, o Rexona tomba.

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Pê esse:

- Boa participação da Mayhara. Já faz algum tempo que me pergunto por que o Bernardinho não a utiliza mais nas partidas que Carol ou Jucy não se apresentam bem. Nesta temporada, me parece que ela foi subaproveitada.

- Não faz sentido somente uma partida da semifinal, no caso a de Molico vs Sesi, ter o sistema de averiguação de pontos, o “desafio”. Deixa as condições de disputa desequilibradas.

- Desequilibrada também está sendo a calibragem deste equipamento. No jogo de hoje, assim como na semifinal masculina entre Sesi e Taubaté, o sistema errou.

sábado, 4 de abril de 2015

A Muralha de Osasco


Sesi 2x3 Molico/Osasco (1º jogo da semifinal)

Quem não achou que o Sesi, depois do começo arrasador no primeiro set, iria bater mais uma vez o Molico que atire a primeira. Eu achei que veríamos o mesmo filme das últimas partidas: o Sesi dominando a partida e anulando o ataque do Osasco.

Graças aos deuses do voleibol, a partida não seguiu o roteiro de sempre e esteve repleta de momentos inesperados. Quando pensávamos que um time tinha engrenado no placar, o outro se recuperava; e vice-versa.


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Entretanto, a partida esteve nas mãos do Molico e foi ele, pelo bem e pelo mal, que definiu os rumos de cada set. Isso porque foi superior em quase todos os fundamentos, principalmente no bloqueio, onde foi arrasador. 27 pontos é um número absurdo e fez a diferença na partida, pois deixou o ataque adversário desnorteado. O Osasco, que era sempre tão bem marcado pelo Sesi, deu o troco desta vez. 

A diferença abismal no bloqueio só não decidiu mais rapidamente a partida porque o Osasco errou demais. Se olharmos o tie-break, no qual cada equipe deu apenas um ponto em erro uma a outra, percebe-se claramente a superioridade do Molico. O jogo poderia ter acabado no terceiro set se o time não tivesse baixado a guarda e dado tantos pontos de graça. 

O Osasco não soube aproveitar ali a vantagem moral que tinha sobre o Sesi. Afinal, o time da capital estava com o segundo set na mão e, numa incrível sequência de erros de Claudinha e Fabiana, entregou a parcial para o adversário. Era, portanto, para o Sesi voltar cabisbaixo, na pressão. Mas o Osasco aliviou e o Sesi se reergueu.

Por isso, muitas vezes na partida de hoje pensei estar assistindo a Minas vs Praia Clube. O Osasco fazendo o papel do Minas: superior, mas complicando o jogo por causa dos seus erros. O Sesi, é claro, o do Praia: se esforçando e suando para marcar cada ponto no ataque e se beneficiando das falhas adversárias. 

O time do Talmo teve muita dificuldade na virada de bola. O problema minimizou com a entrada da Mari Cassemiro, mas, durante toda a partida, a única saída segura de bola no chão foi a Fabiana. E isso é muito pouco para quem enfrentou do outro lado Ivna e Carcaces.

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A boa notícia para os torcedores do Sesi é que, obviamente, o time não é o Praia. Tem qualidade e um conjunto que funciona bem. Os confrontos anteriores já mostraram que, mesmo com um elenco menos estrelar, o Sesi consegue fazer frente ao Osasco se conseguir manter a disciplina na marcação e uma estabilidade na recepção.

A má notícia para os torcedores do Sesi é que o “gigante acordou”. Ou seja, a confiança e a moral do Molico foram recuperadas com esta partida. Jogar em casa, então, vai dar ainda mais força para as meninas do Luizomar, que andavam tão inseguras. O Osasco tem a faca e o queijo na mão.


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Pê esse:

- Comentamos aqui a temporada apagada que a Adenízia estava fazendo. Hoje, no entanto, ela deu show, superando a colega Thaísa tanto no ataque como no bloqueio e sendo a maior pontuadora no bloqueio, fundamento que fez a diferença pro Molico.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Minas de volta ao top 4


Dentil/Praia Clube 0x3 Camponesa/Minas

Talvez o 3x0 e os placares desta partida não façam a perfeita justiça ao embate entre Minas e Praia Clube. Mas não há como negar que o resultado final da disputa de quarta-de-final tenha sido o mais justo. 

Finalmente, o Minas fez valer a sua superioridade técnica e tática sem ser atrapalhado por seus próprios erros. Quase deixou que isso acontece no segundo set, é verdade. Nos demais, no entanto, o time surpreendeu pela tranquilidade nos pontos finais e não deu brecha para qualquer recuperação do Praia.

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O Praia, desta vez, não teve tanta ajuda do Minas e tampouco se ajudou. Quando apostei que o time de Uberlândia levava esta série - ainda que com pouca convicção – foi porque acreditava que a força das individualidades pudesse compensar o fraco conjunto. 

Só que foi exatamente as individualidades que comprometeram o desempenho do Praia e deixaram fugir as poucas oportunidades de reação da partida. Aí incluo erros de ataque de Ramirez, Tandara e Natasha, dois toques de Ju Carrijo e bobeadas de uma ou outra na defesa. Erros que pesaram demais num time que é e esteve tão pouco consistente no jogo de hoje.

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O Minas parte agora para uma missão quase impossível: tirar o Rexona da final. A vantagem é que, nas semifinais, as mineiras podem entrar em quadra sem qualquer obrigação, afinal, já fizeram a sua parte. Quem sabe assim, sem tanta pressão e ansiedade, consigam segurar os erros e fazer uma série equilibrada contra o favorito.

O Praia, por sua vez, deixa a competição como uma das grandes decepções da temporada. Não só pelo fato de ter, novamente, caído nas quartas de finais, mas pelo o que não rendeu. Se nos anos passados faltou ao Praia um elenco mais forte, neste ano, faltou treinador. 

O Picinin pode reclamar das contusões, da dificuldade de ter duas grávidas no elenco, mas a verdade é que ele não conseguiu fazer um conjunto sólido e organizado que se apresentasse ao menos duas vezes consecutivas de forma convincente. A impressão que o Praia deu durante toda a competição é que, independentemente da escalação, as vitórias vinham mais pelo o acaso e pela fraqueza do adversário do que pelo merecimento.

O Praia sempre contou com patrocinadores dispostos a investir em nomes de peso e espero que o resultado abaixo do esperado não os tenha feito desistir do projeto. Desejo também que, na temporada que vem, o clube consiga acertar o equilíbrio entre elenco e treinador e dar um grande motivo para a já fiel torcida de Uberlândia comemorar.

quinta-feira, 26 de março de 2015

No susto, a classificação


Brasília 1x3 Sesi

Quase que o Brasília comete o crime. Vocês podem até contestar: não terá sido o Sesi que quase entrega a partida? Também. A verdade é que não se pode tirar o mérito e o desmérito de nenhuma das equipes para explicar o que foi este segundo confronto das quartas-de-final.

No post sobre o primeiro jogo, tinha dito que o Sesi teria que cuidar para ele próprio não abrir um caminho o qual o Brasília, sozinho, não seria capaz de abrir. Mas foi exatamente isto que o Sesi fez: abusou dos erros. Seu ataque demorou para funcionar, independentemente de quem estava em quadra.

Para azar do Talmo, a Monique não ficou à disposição exatamente na partida em que a Bárbara não acertou uma. O bloqueio também não conseguia compensar o mau aproveitamento do ataque, ora sendo “driblado” pela habilidosa levantadora Ananda (que foi bem melhor que a titular Priscila Heldes) ora sendo explorado pelas atacantes adversárias.


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E qual o mérito do Brasília nesta história toda? Ter feito três sets, de quatro totais, muito bons, segurando os erros (um grande avanço para uma das campeãs neste quesito na SL) e jogando no limite de suas capacidades. Não foi mais longe na partida porque realmente não tinha de onde tirar mais.

O Brasília jogou melhor defensivamente - no bloqueio ou aproveitando os contra-ataques. Na virada de bola, teve mais dificuldade. Por isso, a boa sequência de saques da Bia no terceiro set foi decisiva para o resultado final da partida. Ali, o Brasília, sem conseguir virar, recuou, e o Sesi, como consequência, começou a recuperar sua confiança de favorito.

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Observação curiosa: vocês repararam que a história deste jogo foi praticamente a mesma de Rexona vs São Caetano, na segunda-feira? Ai, esses líderes... 

Se a minha preocupação com o Rexona é a queda de rendimento geral, com o Sesi é estas panes que, volta e meia, assolam o time. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que apagões deste gênero nas semifinais vão acabar em derrota. Sorte que, do outro lado da quadra, estará o Molico, um outro “dorminhoco” ocasional.

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No fim, pelo que foi a maior parte da fase classificatória, acho até que o Brasília se despediu da SL de cabeça erguida, melhor do que imaginávamos. Não sou muito fã do Sérgio Negrão, mas acho difícil que outro treinador tivesse conseguido melhor resultado final. Talvez montasse um time mais organizado, mas iria se deparar com um problema que independe de treinamento: a falta de poder ofensivo do elenco.

Infelizmente, este é um apelo que temos que fazer todo o ano: espero que o Brasília continue com patrocínios para a próxima temporada. É nítido o envolvimento da torcida com a equipe e é tão bacana quando vemos isso em clubes que não são os tradicionais Osasco e Rio. 

Claro que o ideal seria que tivéssemos uma equipe com chances reais de brigar pelo título, mas, sinceramente, este é um sonho que cansei de perseguir. Já fico contente se o Brasília conseguir montar um time mais competitivo, do tipo do Pinheiros, por exemplo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Artilharia decisiva


Pinheiros 2x3 Molico/Osasco

Ganhou quem que teve maior poder de definição. O Molico teve, com Thaisa e Carcaces pontuando com constância, a segurança necessária para levar este play-off.

O Pinheiros foi batido pela péssima qualidade da sua linha de recepção, que impediu que a Macris jogasse com a velocidade necessária para quebrar o alto e bom bloqueio do Osasco. Assim, o ataque teve muita dificuldade de virar de primeira. O esforço do Pinheiros para colocar a bola no chão era 10 vezes maior do que o das adversárias.

Por isso não entendi o Wagão ter mantido a Rosamaria como titular durante toda a partida. Ela foi bem somente no primeiro set, depois perdeu a potência. Sempre quando a Renatinha entrou nas inversões, rendeu muito bem. O treinador deveria ter começado com ela no quarto set. 
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Acho também que faltou ao Pinheiros uma tática de saque mais agressiva. Se percebi bem, elas miraram na Gabi, que entrou bem e segura na partida no lugar da Samara. Não entendi porque não buscaram mais a Carcaces. Há que se destacar que o Molico blindou a cubana em certas passagens no fundo de quadra, com Brait e Gabi a protegendo. Mas ainda acho que o Pinheiros não soube se aproveitar da principal fragilidade do Osasco.

Mesmo quando conseguiu recuperar as desvantagens do terceiro e quinto sets, o mérito não esteve exatamente no seu saque. Para mim, nestas ocasiões, a dificuldade foi do Osasco, mais especificamente da Dani Lins, em insistir com jogadas previsíveis e marcadas e não usar todo o repertório que o time tinha a seu favor. 

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Sei que o Osasco errou demais - sobretudo no saque, facilitando a vida do Pinheiros justamente quando ele tinha que lidar com sua pouco efetiva virada de bola - e tomou sequências de pontos que quase lhe custaram a classificação. Mas, de forma geral, gostei da atuação do time.

Gostei da consistência na recepção, da postura agressiva do time no tie-break quando o caldo engrossou e do aproveitamento do ataque. A inversão 5x1 também tem funcionado bem, principalmente a entrada da Mari, que tem sido uma arma importante para mudar as configurações da partida em determinados momentos.

Acho que conseguir a classificação num jogo difícil e tenso como foi contra o Pinheiros, torna o Osasco mais cascudo e confiante para o confronto das semifinais. Veremos.

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Lamento final

É uma pena que o confronto não tenha ido para o terceiro jogo. Antes que os torcedores do Osasco me acusem de secadora, confesso: sou uma simpatizante do Pinheiros, da sua capacidade de recuperação e de complicar a vida dos favoritos. Fora que queria um pouco mais de emoção nestas quartas-de-final. 


De qualquer forma, o Pinheiros tem o que comemorar. Ele nunca é feito para ser um dos protagonistas de uma competição, mas vai sair desta temporada com o título da Copa Brasil e, portanto, à frente de, ao menos, duas equipes importantes e que receberam investimentos maiores do que ele.

Vitória à base de garra, vontade... e dos erros do Minas

 
Camponesa/Minas 2x3 Dentil/Praia Clube

Eu já desisti de tentar entender estas duas equipes. São muito pouco confiáveis, para se dizer a verdade. Não se sabe o que esperar - de bom ou de mau.

O Minas é melhor time: comprova isso na bola, nos números por fundamento e por fazer mais com menos opções de elenco. Afinal, o time não tem sequer uma inversão 5x1 decente - a ponto de até o Picinin observar isso na partida de ontem.

Mas entrega tantos, tantos pontos em erros que dilui esta vantagem em segundos. E, além, disso, carrega os erros para os pontos seguintes. O Minas, como falei no post anterior, é um time ansioso, intranquilo, que perde a lucidez com as pressões do jogo. Ontem, as expressões das jogadoras após os erros no tie-break deixaram bem claro isso.
 
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Falando especificamente do tie-break, acho, também, que houve uma falta de sensibilidade da Naiane (e do Queiroga) de não aproveitar outras opções de ataque. A Mari Paraíba vinha fazendo um bom jogo e foi esquecida. O jogo se concentrou demais na Jaqueline, a bola de segurança, mas ela não correspondeu. Estava bem marcada, pois o Praia sabia que a levantadora iria optar por ela.

Se a Ramirez, no Praia, é o termômetro do time, a Jaqueline assume esta posição no time da capital mineira. Quando ela tropeça, o resto do elenco cai de rendimento junto. E assim foi no tie-break. O início ruim da Jaqueline tirou a confiança das demais jogadoras e o set saiu da mão do Minas.

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O Praia, por sua vez, aos trancos e barrancos, mais na garra do que na técnica, soube se impor na casa do adversário e respondeu muito melhor à pressão. Picinin foi corajoso ao tirar a Tandara da escalação titular e colocar a Sassá. Corajoso por tirar um nome de peso, porque ela realmente não estava rendendo.

Só que ainda tenho dúvidas se é bem esta substituição que o Praia precisa. Ainda vejo o time carente de maior força de ataque e não é a entrada da Natália, sozinha, que vai resolver isso. (aliás, sei que vai parecer que sou do fã-clube da jogadora, mas ainda acho uma bobagem tirar a Letícia Hage). Ramirez está com dificuldades, carregando o time sozinha e alternando bons e maus momentos. E, para potencializar o ataque, no banco só há um nome: Webster.

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Por fim, não posso deixar de comentar o clima quente que este confronto ganhou. Ramirez vs Jaqueline, a boa e velha disputa Cuba e Brasil. Desde que não desande para brigas a la semifinal de Atlanta, traz tempero às quartas-de-final.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Classificado, mas da pior maneira possível


Rexona 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano 


Sim, o Rexona venceu e se classificou para as semifinais da Superliga, como o esperado. Mas conseguiu isso da maneira mais feia possível. Provavelmente, foi a pior partida que a equipe fez na competição nesta temporada. 

A sorte do Rexona foi que o São Caetano não teve experiência e competência suficientes para aproveitar melhor os inúmeros contra-ataques proporcionados pelos ataques à meia-força da equipe carioca. Nunca vi o trio de atacantes do Rio segurar tanto o braço. Com um pouco menos de erros e desperdícios, o Sanca tinha levado facilmente a partida para o tie-break.

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A atuação do Rexona no segundo e terceiro sets pode ter tido uma pitada de azar, aquele dia que não dá nada certo. Mas não foi somente isso. Faz tempo que o time tem oscilado demais durante as partidas e hoje foi mais uma delas.

E já venho comentando há algum tempo e vou repetir: o rendimento do ataque carioca está caindo. O que era o principal diferencial da equipe está se perdendo. Antes, Gabi e Natália formavam a dupla de ataque mais forte da SL (nesta segunda, levaram um banho de outra dupla, Thaisinha e Paula). Agora, é raro ver as duas atuando bem na mesma partida.

Nem é preciso dizer que este é o momento mais inadequado para o desempenho do Rexona vacilar. Quanto mais se aproxima da final, mais problemas apresenta em quadra. Não que o time tenha perdido as condições de título – ainda é o favorito para isso. Só que o caminho está cada vez mais difícil porque a diferença entre ele e os demais diminui a cada rodada.