sábado, 28 de janeiro de 2012

Estamos em...

Emoção 1 x 3 Razão

 
Foi o clássico que se esperava. Disputa equilibrada e emocionante e decidida nos detalhes.
 
E como num bom clássico, dois opostos.  De um lado a frieza e calma das meninas do Unilever. Do outro o coração e a garra de Osasco. No fim, a razão falou mais alto.
 
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O destaque da partida foi a defesa, show de bola por parte dos dois times. No Unilever, o bloqueio demorou a fazer efeito e a Fabizinha segurou sozinha boa parte dos ataques de Osasco. Já o time paulista mostrou mais uma vez competência e empenho neste fundamento.
 
Pelo o Osasco, a Jaqueline continua sendo a maior pontuadora e jogadora mais importante do ataque. Seria um ótimo sinal se ela não tivesse ao seu lado Tandara, Thaisa e Adenízia. Ela está, na verdade, carregando um ataque que poderia ser muito mais equilibrado. Tandara, infelizmente, fecha este primeiro turno em negativo.
 
A falta da Tandara só não foi mais sentida porque do outro lado a Sheilla também não teve um bom desempenho. Até a Regiane, que sofreu no passe mas foi bem no ataque, foi mais importante do que ela. Mari e Jucy completaram muito bem a força ofensiva do Unilever.
 
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O Osasco não conseguiu manter o ritmo acachapante em que iniciou a partida. Quando o Unilever foi acertando a marcação, as bolas de meio foram diminuindo e Tandara e Karine caíram de rendimento. Fabíola e Hooker foram boas opções do Luizomar, mas não o suficiente para evitar o principal problema do time hoje: os erros nos momentos decisivos.
 
Foi isto que pesou a favor do Unilever. O time carioca cresceu e soube fazer a diferença na hora da decisão, enquanto o Sollys cometia falhas bobas (saques, ataque, rotação).
 
O Osasco perdeu um pouco do controle nos momentos de tensão. A vontade de ganhar acabou atropelando a concentração. Um exemplo claro foi no último set quando o Luizomar pediu tempo após o erro de posicionamento da equipe. Ele pediu à Fabíola uma jogada em cima da Fernanda, que estaria na rede. Acontece que o Bernardinho recém tinha colocado a Jú Nogueira no lugar da Venturini para aumentar o bloqueio. Nem o treinador nem as jogadoras (pois não o corrigiram) notaram isso. Desatenções desse tipo é que fazem a diferença em partidas tão equilibradas como o clássico Osasco x  Unilever.
 
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Demais resultados da 11ª rodada da SL:
 
 
 
 
 
Vôlei Futuro 3x1 São Caetano
- Não sei quanto a vocês, mas acho um absurdo perder um set para o São Caetano a essa altura do campeonato. O Vôlei Futuro tem time pra ganhar com tranqüilidade. Se não for na qualidade, que seja no peso do nome de suas jogadoras. É assim que muitas vezes Unilever e Osasco vencem. Quando se bobeia assim, mesmo que seja um set, o adversário perde o respeito.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Unilever sobrando

 
Definitivamente não foi o placar, muito menos a partida que se esperava entre Unilever e Vôlei Futuro.

Ao final do jogo, o técnico Paulo Coco afirmou que faltou uma postura mais agressiva ao seu time. Em parte sim. Mas o VF também esbarrou em problemas técnicos/táticos. Muitos deles, inclusive, se repetem partida após partida.

É o caso das falhas do sistema defensivo, da desorganização nos contra-ataques e o excesso de erros por parte do ataque. E outro foi uma novidade no jogo de ontem: a ineficiência do bloqueio. Apenas 2 pontos marcados. Para finalizar, o time explorou pouco as deficiências do time carioca como, por exemplo, a recepção.
 
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O Unilever engoliu o VF na atitude e na qualidade. Enquanto o time paulista sofria para pontuar, as cariocas conquistavam com facilidade as vantagens no placar. Mérito da aplicação tática na defesa, da regularidade na recepção e do talento da Venturini. Outra jogadora que também se destacou foi a Mari, principalmente no bloqueio anulando a china da Wal.

O time carioca, com esta atuação contra o VF, novamente se põe acima dos seus adversários na SL. Ainda tem o clássico contra o Osasco, mas já é perceptível que as demais equipes ainda têm o que remar para alcançarem o mesmo nível da equipe do Bernardinho.

Pê esse:

- Extremamente cansativa a babação de ovo da equipe da Sportv (do narrador ao repórter) ao Unilever, sobretudo à Fernanda. E aquele papo de “Fernanda em Londres” é o cúmulo da chatice.
 
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Demais resultados da 10ª rodada da SL:
 

São Caetano 3x2 Pinheiros


- Outra vitória fácil veio no duelo Sesi x Sollys. Um pouquinho mais de equilíbrio poderia ter acontecido, mas desta vez o Sesi não conseguiu fazer frente a um dos favoritos da SL. Boa recuperação do Osasco que, depois da derrota pro VF, ganha moral para enfrentar o Unilever.

domingo, 6 de novembro de 2011

Brasil 3 x 1 Alemanha

O Brasil conquistou uma vitória importante contra a Alemanha nesta madrugada por 3x1. Mas ainda continua devendo uma boa atuação.

Muito daquele Brasil que enfrentou os EUA apareceu no jogo contra a Alemanha. O saque teve bons momentos, mas certamente poderia ter sido bem mais agressivo. A cobertura do bloqueio foi ruim. O que dizer das largadas que continuam caindo?

A seleção venceu graças às suas centrais e aos erros da Alemanha nos momentos decisivos dos sets. Se não fosse o ataque da Fabiana e Thaisa, a seleção brasileira estaria em mau lençóis. Falta variedade de ataque para as nossas ponteiras. Não tem sido um trabalho difícil para os times adversários marcá-las.
 
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Ok, deve-se dizer que a Dani Lins dessa vez fez o que se esperava dela: explorou as jogadas pelo meio. Por ali, as bolas deram certo e foram bem levantadas. Mas não dá pra dizer o mesmo nas outras jogadas. Em contra-ataques então... a levantadora fica bem confusa.

Aliás, quero saber se existe alguma lei que impeça da Dani ser substituída. No segundo set, o pior brasileiro e o pior dela, a Fabíola deveria ter entrado. Só gostei do primeiro set da Dani Lins, no qual ela trabalhou com mais velocidade e melhor distribuição. De resto...
 
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A maldição das ponteiras

A posição de ponteira passadora na seleção brasileira não poupa ninguém. Ou melhor, só a Sassá tem passado imune a contusões. Temos boas opções para a posição, mas o Zé não consegue trabalhar com esta variedade. Sempre alguma apresenta um problema e desfalca a seleção. Desta vez foi a Garay com uma entorse no tornozelo. Uma semana parada.
 
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Pê esse:

- A Sérvia perdeu um set para o Quênia. Com o time todo desfalcado, sem a levantadora Ognjenovic e Nikolic (que, pelo o que sei, pediram dispensa da seleção alegando cansaço) e a super atacante Brakocevic, a Sérvia não está sendo aquilo que se esperava. A volta da Brakocevic se faz necessária para que a seleção não ponha em risco a sua classificação para as Olimpíadas na Copa do Mundo. Itália e Alemanha começaram melhor a disputa.

sábado, 5 de novembro de 2011

Brasil 3x0 Quênia

O Brasil fez o que se esperava: colocou o time reserva em quadra e ganhou com tranqüilidade do Quênia.

Agora é se preparar para enfrentar Alemanha, outro confronto importante desta primeira rodada. Vice-campeã européia, a Alemanha está com um ataque bem composto pela Kozuch, Brinker e a veterana Grün.

Espero que o Brasil tenha estudado bem esse adversário. Tá certo que a Alemanha já é uma velha conhecida. Só que depois do jogo contra os EUA, onde a seleção brasileira entrou tão perdida mesmo enfrentando um “velho conhecido”, não custa nada ficar com o pé atrás.
 
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Na transmissão do Sportv da partida de hoje, os comentaristas falaram como o Brasil explorava pouco as jogadas pelo meio. É uma verdade. Foi um pecado que a seleção brasileira cometeu contra os EUA.

Mas assistindo a atuação da Dani Lins, outra coisa também me chamou a atenção: como ela tem, na seleção, mais facilidade de jogar com a Adenízia e a Thaisa, adversárias de clube, do que com as centrais que jogaram mais tempo com ela nos últimos anos no Unilever, a Jucy e a Fabiana.

As bolas da Fabiana sempre são as que apresentam maiores problemas de precisão. E no jogo de hoje, a jogadas com a Jucy não tiveram a velocidade característica da meio-de-rede do Unilever.
 
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EUA 3x0 Sérvia
 
Resolvi acordar às 4h da manhã para ver EUA x Sérvia. Mas o time sérvio frustrou meus planos de assistir a um jogo bem disputado. Poupando algumas de suas principais jogadoras que apresentam problemas físicos, entre elas a Brakocevic, a Sérvia não foi páreo para os EUA.

Resultado que afasta ainda mais a chance de ouro para o Brasil na Copa. Os EUA têm o campeonato nas mãos. Já passou pelos principais adversários e com vitória. Vamos ver se, ao contrário do Mundial, as norte-americanas conseguem segurar o favoritismo e evitar qualquer tropeço no restante da competição.
 
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Pê ésse:
 
- A Itália, que tem tido um ano conturbado, começou bem a Copa. Venceu Japão e China, com Gioli de volta ao meio e Costagrande jogando como oposto. Ela vem sendo o grande destaque do time. Lo Bianco também parece que está recuperando a boa e velha forma. Se a Itália estiver bem encaixadinha, pode ser uma convidada bem desagradável para EUA e Brasil.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Brasil 1x3 EUA

Ok, deve-se dar o desconto. Era a estreia das duas equipes na Copa do Mundo e o que se viu não foi o Brasil e EUA de costume. A disputa foi morna e com erros demais de ambos os times.
 
Mas mesmo com o grande número de erros, os EUA sempre pareceram mais à vontade na partida. O que é irônico, já que a participação no Pan deveria ter ajudado o Brasil a chegar mais desenvolto e coeso à Copa do Mundo.
 
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Porém, o que o Brasil trouxe de herança do Pan foi a pouca agressividade no saque.Isso entregou o domínio do jogo às norte-americanas, muito mais eficientes no fundamento.
 
Os EUA também foram mais espertos no ataque, sabendo aproveitar o bloqueio brasileiro e não dando chance ao contra-ataque.
 
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Acho que o que mais decepcionou nesta partida de estreia foi ver o Brasil não enfrentar de igual para igual a equipe norte-americana. Os EUA assumiram a partida para si e foram superiores nos momentos decisivos, enquanto o Brasil se perdeu nos finais de set.
 
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Pê esse:

- Até quando as invasões da Sheilla? É um erro recorrente.

- A República Dominicana é um time muito estranho. Gosta de complicar a vida de adversários fortes, mas perde para times de menor qualidade. Desta vez foi a derrota foi contra a Argentina, 3x1.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por uma vaga em Londres

Está difícil de acompanhar o vôlei feminino. O tempo anda apertado e tem me deixado um pouco afastada do site.

E amanhã começa a Copa do Mundo com jogos na madrugada... Vou correr contra o tempo para manter o site atualizado. Mas convido vocês para não deixarem de dar as suas opiniões aqui e “escrevermos juntos” os comentários sobre cada duelo brasileiro.
 
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Por enquanto, deixo vocês com a matéria que saiu na Folha de São Paulo de hoje.
 
O Zé acredita que EUA, Sérvia e China são os principais adversário na briga com o Brasil pelas 3 vagas para Londres.

China... será? Estou curiosa para ver como a China vai se apresentar.  Já no GP esperava uma melhor atuação do time e o resultado final foi decepcionante.

E o Brasil pega logo de cara os EUA. É o jogo mais importante da Copa logo na estreia. Mas isso não significa que uma vitória ou uma derrota escreverá de vez o destino do Brasil na competição. Isso porque o campeonato é longo e tropeços podem vir. E temos que lembrar da Sérvia, time-sensação que pode desbancar os favoritos Brasil e EUA.
 
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Ouro dá gás ao Brasil por vaga olímpicaApós Pan, time tenta superar cansaço na Copa do Mundo do Japão

Mariana Bastos
 
O ano já está se encerrando, mas a maratona de jogos e viagens da seleção feminina de vôlei não tem fim. Desde maio, as atletas do Brasil participaram de cinco torneios, 34 jogos e passaram por seis países diferentes.

Justamente na reta final do ano, a seleção encarará no Japão seu principal desafio, a Copa do Mundo, que distribui vagas na Olimpíada de Londres-2012 às três seleções que subirem ao pódio.

Mesmo com tantos torneios no calendário, as jogadoras brasileiras dizem ter valido a pena viajar a Guadalajara para disputar o Pan. Segundo elas, a conquista do suado ouro contra Cuba motivou a equipe para a Copa.

Um dos principais adversários do Brasil na Copa do Mundo, os EUA optaram por enviar ao México a equipe B, enquanto o time principal se concentrava só na preparação para o torneio no Japão.

"As duas opções [de Brasil e EUA] são válidas, mas confio mais na nossa. A gente optou por jogar, sofrer pressões. E isso foi o que aconteceu no Pan, contra Cuba. Foi importante porque vai ser assim na Copa do Mundo, uma pressão maior a cada dia pela vaga", declarou a líbero Fabi.

No Japão, o Brasil enfrentará, a partir de amanhã, 11 adversários em apenas 15 dias, passando por quatro cidades diferentes. O rival de estreia será justamente o "descansado" time dos EUA.

"O cansaço faz parte. Este ano está bem puxado, mas acho que, para a Copa do Mundo, vamos esquecer tudo para conseguir a vaga em Londres. A gente está bem motivada e bem unida", declarou a capitã Fabiana.

"A gente olha uma para a outra e vê que está todo mundo correndo atrás, procurando fazer o seu melhor."

A união do grupo foi o principal legado deixado pelo Pan, segundo as jogadoras. Mas, depois de tanto tempo convivendo juntas, as rusgas não tendem a aparecer?

"É complicado. É mulher, tem TPM, tem estresse, essas coisas. Mas a gente conhece bem uma à outra. Então, quando uma está de TPM, a gente evita falar para não tomar uma patada. Nós estamos tranquilas. Aprendemos a conviver bem", afirmou a levantadora Dani Lins.

ZÉ ROBERTO ELEGE 4 FAVORITOS AO TÍTULO
 
Além do Brasil, o técnico da seleção elencou os EUA, atuais vencedores do Grand Prix, a Sérvia, campeã europeia, e a China, que ganhou o Asiático, como os principais rivais na busca pelo título. Mas, para o treinador e as jogadoras brasileiras, a prioridade será a classificação para Londres-2012. "Nosso foco é a busca da vaga olímpica, e a consequência é o título", disse a líbero Fabi.
 
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Amarelamos mais uma vez

Tenho que admitir que não esperava tanto sofrimento na decisão de Brasil contra Cuba. Apesar de ser um clássico, confiava na superioridade e no crescimento da equipe brasileira durante a competição.
 
Acontece que o Brasil foi muito irregular na final, sofreu com o saque cubano e praticamente não pôde contar com sua principal atacante. Discreta durante todo o Pan, Sheilla foi pouco acionada na decisão. Não sei se é algum problema físico ou questão técnica mesmo, mas a verdade é que desta vez ela não foi a protagonista da seleção.
 
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Paula, Mari e Garay é que se dividiram na tarefa de levar o ataque pelas pontas, e Fabiana pelo meio. Garay entrou com personalidade na final e novamente se destacou. Só não concordei com a substituição do Zé, que a colocou no lugar da Paula, que vinha sendo a melhor atacante da seleção. Naquele momento, a Mari é que deveria ter saído.
 
E depois de tantas críticas, a Paula merece todos os elogios. Foi decisiva e guerreira. Tanto ela quanto a Mari foram jogadoras importantíssimas no Pan, sempre puxando o jogo e a responsabilidade para si.
 
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Ao nosso adversário, só resta dar os parabéns. Valorizou demais a conquista do ouro. Cuba, aos poucos, tenta recuperar seu espaço entre os fortes do vôlei internacional. Não é mais aquela seleção super temida pelos adversários, mas volta a impor respeito pelo jogo e não só pela camisa. Os pontos fortes continuam os mesmos: a força no ataque e no saque (o Brasil que o diga). Mas os erros de recepção minimizaram e elas fizeram um jogo duro no bloqueio contra as brasileiras.
 
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Havia a discussão se o Brasil deveria ou não participar do Pan com o grupo principal. No fim, valeu a pena. Não só pelo o ouro e a emoção de nos vingarmos da derrota contra Cuba em 2007. Nem mesmo pela atuação brasileira, que passou longe de ser brilhante.
 
Mas foi neste Pan que ficou claro, mais do que nunca, a força do grupo. As substituições têm feito a diferença e tem dado opções de composição ao Zé. E é esta força que tiramos de mais valioso do Pan.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Que venha Cuba!

O confronto contra a República Dominicana pela semifinal do Pan-americano foi bem mais tranqüilo para a seleção brasileira. Jogando bem, desta vez a partida entre as equipes não teve nenhum drama, susto ou grandes preocupações.

Apesar da pouca disputa no placar, com exceção do terceiro set, o duelo entre as duas equipes foi bem jogado. Houve boas trocas de bola, resultado de defesas atentas e concentradas.

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O saque dominicano foi o que deu mais trabalho ao Brasil e o fator que equilibrou o terceiro set. O time brasileiro também ajudou dando uma desconcentrada e relaxada neste set.  Acordou a tempo da recuperação. A dificuldade de definição das jogadas no ataque foi novamente compensada pela forte atuação do bloqueio brasileiro.

A seleção novamente pôde contar com a força do grupo. A inversão 5x1 no final do terceiro set foi fundamental para a virada brasileira. Tandara e Fabíola deram conta do recado direitinho. Assim como a Garay, que havia entrado no início do mesmo set no lugar da Paula – que até então vinha sendo o destaque do time brasileiro no ataque.

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A decisão

Brasil e Cuba reeditam a final de 2007. Quatro anos depois, o momento das duas equipes é completamente diferente. Hoje o Brasil é claramente superior. Cuba não vive uma boa fase. Mesmo considerando o peso do clássico e da decisão, a medalha de ouro tem tudo para ser brasileira.

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Pê ésse
 
- Em 2003 o Brasil e Rep. Dominicana fizeram a semifinal do Pan. A seleção brasileira estava representada pelas juvenis, e no grupo estavam Dani Lins e Fabiana. Lembro-me bem do sufoco que o Brasil passou enfrentando as donas da casa em 2003. Mais ainda a Dani, nervosa e sentindo o efeito da pressão da torcida contrária.
 
Agora, 8 anos depois, é ótimo ver a mesma jogadora como titular da equipe principal e fazendo uma grande atuação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Direto para semifinal

Depois de uma vitória tranqüila contra o Canadá, o Brasil voltou a enfrentar dificuldades no Pan-americano. Desta vez foi Cuba a dar trabalho às brasileiras na decisão do primeiro lugar do grupo. Vitória brasileira por 3x1 e vaga garantida nas semifinais.
 
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Foi um jogo bem disputado por ambas equipes. Admito que esperava um time cubano mais inconstante. Ainda percebe-se os erros de recepção e a pouca organização nas trocas de bola, mas Cuba conseguiu segurar o Brasil durante quase toda a partida.

Muito se deve à postura agressiva do saque cubano e à força do ataque. Cuba por diversas vezes iniciou sua recuperação no placar através do saque e nos problemas de recepção brasileiros.
 
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Já a o Brasil explorou pouco o principal ponto fraco de Cuba: a recepção. O Brasil foi irregular no saque, alternando boas e más passagens, deixando as cubanas muito à vontade no passe.

Mas falando dos pontos positivos brasileiros, foi bom ver o bloqueio novamente fazendo a diferença. A sequência de pontos neste fundamento, comandada pela Fabiana, no último set foi sensacional.

E as ponteiras brasileiras também foram muito bem. Cada uma a seu tempo, foram importantes nas viradas de bola. Mari foi a mais regular, a bola de segurança na hora do aperto. E é bom ver a Paula voltando a ser uma força importante no ataque brasileiro.