domingo, 12 de outubro de 2014

È finito. Ciao, Mondiale

3º lugar:
Brasil 3x2 Itália

Ah, se o Brasil tivesse jogado contra os EUA o que jogou contra a Itália... Mas como o “se” não entra em quadra, ao menos a seleção se despediu do Mundial com uma medalha e apresentando um bom voleibol.

Primeiro, fiquei feliz em ver o time recuperado da derrota do dia anterior e muito focado na busca pela medalha. O grito de todo um ginásio contra não afetou em nada a equipe.

No mais, o que vimos foi uma Itália atordoada no primeiro set, insegura na recepção e impaciente com o volume de jogo brasileiro. A partir do terceiro set, a Itália começou a marcar melhor nossas jogadas e a entrada da Diouf fez a diferença para melhorar o ataque italiano.

O Brasil mais uma vez desperdiçou contra-ataques importantes, sobretudo no quarto set. Felizmente, o tie-break foi novamente de superioridade brasileira, com um bloqueio agressivo, e de falta de continuidade italiana, cometendo falhas no saque.

O ataque, por sua vez, resolveu se despedir de forma positiva depois de um campeonato irregular. Nosso trio das pontas teve bom aproveitamento, principalmente a Sheilla, que fez grande partida – talvez a sua última num Mundial. 
 
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Final
EUA 3x1 China

E os EUA deixaram de ser vice. Finalmente a equipe norte-americana conseguiu um título importante. O curioso é que não é o grupo mais talentoso dos últimos anos. Mas, nesta final,  mais um vez
apresentaram um jogo de disciplina tática e boa marcação.

Quase que os erros em momentos decisivos comprometeram a conquista. O primeiro set foi perdido assim e, por pouco, o quarto também não saiu das mãos. Sorte é que, do outro lado, também estava um time inexperiente, que, depois de conseguir um extraordinária virada, deixou escapar o set em erros de recepção.

Este foi o maior problema chinês, além de não conseguir parar no bloqueio o ataque dos EUA, principalmente a Hill, que teve uma noite maravilhosa.

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Temos aí duas seleções relativamente jovens já com uma final de Mundial na bagagem e com atacantes poderosas. O Brasil vai no sentido contrário. Os novos nomes não se mostram à altura das veteranas e nosso poder de fogo está mais fraco. É para se ficar de olho nestas duas seleções para que não percamos o passo e fiquemos sem condições de disputar em igualdade com elas mais adiante.

Uma observação: a renovação dos EUA é incrível. Sem Hooker e Hodges, duas grandes jogadoras, a seleção ainda tem talentos para as substituírem. Hill e Murphy mas mantiveram o time competitivo e forte. 

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Seleção do mundial

MVP: Hill (Estados Unidos)
Melhor levantadora: Alisha Glass (Estados Unidos)
Melhores ponteiras: Hill (Estados Unidos) e Zhu (China)
Melhores centrais: Thaísa (Brasil) e Yang (China)
Melhor oposta: Sheilla (Brasil)
Melhor líbero: De Gennaro (Itália)

Não entendi esta escolha das melhores. Pensei que fosse baseada nas estatísticas, nas quais muitas delas não estiveram na liderança. De qualquer forma, acho que, em geral, se fez justiça com o que foi apresentado nesta fase final.

De Gennaro e Alisha Glass foram, para mim, as melhores líbero e levantadora, sem dúvida. Colocaria a Kosheleva nesta premiação se levassem em conta também Rússia e Rep. Dominicana. Sem ela, Hill e Zhu são as melhores escolhas.

As centrais, para mim, seriam as duas brasileiras – mais completas, não houve em outra seleção. E oposto... acho que a Sheilla teve boa participação nestas duas últimas partidas. Acho que ontem, aliás, ela foi pouco aproveitada. Com tanta dificuldade em pontuar, a Dani deveria tê-la acionado mais porque estava bem. Mas, escolheria como melhor oposto a Murphy, entre as quatro seleções semifinalistas.

Nota: muito engraçado – e constrangedor – o Zé Roberto recebendo o prêmio Fair Play da competição. Os italianos deram ao treinador uma sonora vaia e um coro de xingamentos. Ficou chato, muito chato... As reclamações do Zé com a arbitragem não pegaram nada bem com os italianos que, além da seleção da casa, torciam também pelos EUA. 

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Balanço mundial

Já havia comentado aqui rapidamente, mas repito. Esperava muito mais deste Mundial. Tivemos seleções muito irregulares e partidas pouco equilibradas. Assim como na Superliga, os problemas na recepção foram a tônica da competição e comprometeram a qualidade dos jogos.

O ponto positivo deste Mundial foi ter trazido a Itália de volta a um nível mais competitivo e ter confirmado o potencial do jovem time chinês. Talvez tenhamos a partir de agora mais seleções a se juntar à Rússia, Brasil e EUA em uma disputa mais nivelada. Vamos ver como serão as cenas dos próximos capítulos.

sábado, 11 de outubro de 2014

Mundial: Brasil 0x3 EUA

Brasil 0x3 EUA

É difícil, mas temos que admitir que os EUA mereceram a vaga na final. Dói não ver a seleção novamente na decisão do Mundial e ter a chance de, ao menos, tentar o único título que lhe falta. Mas, nesta semifinal, o Brasil não fez por merecer.

O que o Brasil fez de errado? Tudo. Assim como os EUA fizeram tudo certo.

O Brasil, além de apresentar os mesmos problemas de todo campeonato na recepção e no ataque, teve ainda que enfrentar uma defesa primorosa dos EUA. Elas chegavam em todas as bolas e, mais, as tornavam aproveitáveis para o contra-ataque.

Exatamente o que o Brasil não conseguiu fazer. Defensivamente, a seleção foi muito fraca, espirrando a maioria das bolas. E, as poucas em condições de serem aproveitadas, eram desperdiçadas em erros do ataque ou mal armadas. 
 
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O bloqueio apareceu somente nos contra-ataques, quando as jogadas da Glass eram mais previsíveis. Na virada de bola, no entanto, o bloqueio passou em branco praticamente. No primeiro set, foi possível contar nas mãos as bolas nas quais o bloqueio conseguiu chegar com duas jogadoras. Na maioria das vezes, as atacantes dos EUA enfrentam um bloqueio solo ou quebrado.

Isso porque nosso saque foi, com o perdão da palavra, muito bundão. Fora a Thaisa e a Gabi, as jogadoras não conseguiram manter um padrão mais ofensivo. Larson e Hill estiveram seguras – até porque os saques chegavam fáceis em suas mãos. Não houve variação de distância ou de posição. 

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Enfim, acho que neste fundamento o Brasil perdeu a oportunidade de colocar os EUA sob pressão. A vantagem conquistada (e depois colocada fora através de tantos erros) no segundo set foi baseada no saque da Thaisa. No mais, os EUA jogaram à vontade e foram maduros ao gerir suas vantagens e seu jogo - coisa que o Brasil não soube fazer, infelizmente.

Agora só resta nos acostumar com uma situação bastante rara nos últimos anos: disputar o terceiro lugar. Depois de tantas decisões, vencendo inclusive os EUA, temos que aprender a digerir o mais rápido possível a derrota para nos preparar para vencer o bronze.

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China 3x1 Itália
 
Ao contrário de Brasil e EUA, Itália e China fizeram uma partida com cara de semifinal: competitiva, emocionante e de qualidade.

O quarto set foi simplesmente incrível, com a Itália salvando bolas impossíveis e lutando até o final para evitar a vitória chinesa. Acho que este set foi bem o resumo da partida de um lado uma equipe precisa e disciplinada; do outro, um time muito esforçado e dedicado.

É curioso que as duas seleções que perigavam ficar de fora da semifinal e que tenham iniciado a terceira fase com derrotas acachapantes para Itália e Brasil, são as que conseguiram alcançar a final.

E ambas apresentaram um nível de defesa absurdo. A China, assim como os EUA, esteve sempre muito bem posicionada para pegar os ataques italianos. Mas a Itália conseguiu fazer frente à China com um bom saque e com uma noite bastante inspirada da Del Core.

Não foi o suficiente para parar a parceria Wei e Zhu, que passou por cima do bloqueio em quase todas as bolas. Todo o ataque chinês, no geral, também esteve especialmente preciso. 

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Final: China x EUA
Terceiro lugar: Brasil x Itália 
 
Todo mundo esperava uma final entre Brasil e Itália, que, no fim, se encontram na disputa do terceiro lugar.

Se as seleções conseguirem recuperar o ânimo, teremos uma partida equilibrada. O Brasil provavelmente vai encontrar uma defesa bem postada, vai ser difícil colocar a bola no chão. Precisa, portanto, responder na mesma moeda ou na defesa ou no bloqueio para ter chance da vitória.

Na final, quem diria, EUA e China. Duas seleções com um campeonato irregular, mas que fizeram suas melhores prestações no momento certo. Acho que a China, com a gigante Zhu, tem mais recursos quando o passe não sai na mão. Em compensação, os EUA possuem um repertório maior de jogadas. O certo é que, com o volume de jogo demonstrado por estas duas equipes, tem tudo para ser uma grande final, compensando o baixo nível da competição.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mundial: Brasil 3x0 Rep. Dominicana - Que venha os EUA!


Brasil 3x0 Rep. Dominicana 
 
Semifinal 1: Brasil x EUA


O Brasil garantiu o primeiro lugar no grupo numa vitória fácil contra a Rep. Dominicana.

Quem viu somente esta partida das dominicanas certamente não entendeu como elas chegaram tão longe no campeonato. Realmente, a atuação foi bem fraca.

Como se não bastasse a dificuldade na recepção, a Rep. Dominicana ainda teve problemas na armação das jogadas. Não havia uma continuidade no jogo dominicano. As inúmeras falhas quebraram o ritmo do time e facilitaram o trabalho brasileiro.

O Brasil, por sua vez, teve o mérito de manter a concentração e conseguir anular a principal jogadora do adversário, a De La Cruz, que, assim como suas companheiras, pareciam cansadas depois da desgastante partida contra a China.
 
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A boa notícia desta partida foi o desempenho da Sheilla. A partir do segundo set, a Dani Lins começou a alimentar a Sheilla da forma ideal, com bolas velozes e com jogadas variadas, aproveitando a habilidade da nossa oposto.

Em compensação, a partida da Garay no ataque foi bem ruim, com um aproveitamento muito baixo. Ela foi a vítima favorita do bloqueio dominicano. Pelo jeito, não veremos neste Mundial uma partida na qual as duas principais atacantes do Brasil joguem bem: ou é uma ou é outra – quando não é nenhuma.

Este é minha principal preocupação na partida semifinal contra os EUA. Não há seleção que melhor estude e conheça o jogo brasileiro do que a norte-americana. Se não tivermos um equilíbrio na distribuição e, consequentemente, um bom aproveitamento de todas as nossas opções de ataque, vai ser mais complicado. Os contra-ataques também merecem maior cuidado. Por vezes, no jogo de hoje, a Dani parecia querer se livrar da bola, sem pensar na melhor opção.

De qualquer forma, sou mais Brasil nesta semifinal. 

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Itália 3x1 Rússia 
 
Semifinal 2: Itália x China

Não sei se foi alguma coisa na água, se foi puro desinteresse ou simplesmente uma total falta de competência. Só sei que a Rússia esteve muito aquém neste Mundial. Se despediu hoje na partida contra a Itália, apresentando nos dois primeiros sets um voleibol de amador.

A ruindade das russas na recepção chamou atenção até da minha mãe, que comentou: “parece quando a gente jogava no colégio”. E parecia mesmo, tamanha falta de trato na bola por parte da Rússia.

E, deste vez, nem o bloqueio russo foi capaz de salvar o time. As gigantes estão até agora procurando as atacantes da Itália, que, habilidosamente, souberam explorar as mãozinhas adversárias.

A Itália caiu de rendimento com as reservas, quando relaxou no saque e permitiu a reação russa no terceiro set. Mas aí o jogo não valia nada – nem para elas nem para as russas, já eliminadas. Aliás, nada abalou as russas que, mesmo com a corda no pescoço, não esboçaram qualquer reação. Pareciam totalmente alheias ao que acontecia com elas. 

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A Itália, com o seu time titular, está redondinha. Devo admitir que estou surpresa com o desempenho italiano. Não esperava que a seleção do Bonitta, mesmo jogando em casa, chegasse tão forte assim.

O fundo de quadra é muito sólido, com uma ótima defesa e uma boa linha de passe. Depois, o time tem uma grande levantadora. Com o passe na mão, Lo Bianco driblou, hoje, o tempo inteiro o bloqueio russo. Acho que sua habilidade ameniza as eventuais dificuldades de uma ou outra atacante, principalmente das opostas, em pontuar.

Acho que Bonitta vai conseguir repetir o feito de 2002 e levar a Itália à final do Mundial. A seleção mostrou mais voleibol do que a China, pelo que se pôde ver. Agora, tem que cuidar para que o clima de "já ganhou" extra-quadra não contamine o grupo. Pela experiência que tenho acompanhando o vôlei, os italianos não são muito pé chão. Humildade sempre cai bem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Brasil nas semifinais


China 3x2 Rep. Dominicana

Chegamos ao final da segunda rodada da 3ª fase com dois semifinalistas definidos: Brasil e Itália.

A classificação brasileira foi garantida após a virada emocionante da China contra a Rep. Dominicana.

As dominicanas ganharam os dois primeiros sets e abriram o terceiro em vantagem. Apesar dos placares apertados, a seleção caribenha realmente mostrava superioridade e estava mais empenhada do que o apático time chinês.

A China estava perdida, até aquele momento, na marcação do ataque caribenho – mesmo que ele fosse quase uma carta marcada: De La Cruz pela ponta, Rivera pelo meio . Mas o repertório chinês também esteve limitado à Ting Zhu, que estava em melhor jornada do que a jovem Hui.

A recuperação chinesa veio através do saque e, por consequência, do bloqueio. Para a Rep. Dominicana, a grande oportunidade de fazer história se foi pelas mãos da sua frágil recepção e pelo excesso de erros.

Apesar de garantir a classificação brasileira, a vitória chinesa aumentou a importância do confronto da Rep. Dominicana com o Brasil nesta sexta. As meninas do Marcos Kwiek vão ter a obrigação da vitória para chegar às semifinais. 

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EUA 3x1 Rússia

Mais uma aposta furada minha...
Os EUA se mantiveram vivos na competição após esta vitória – que poderia ter sido, tranquilamente, por 3x0.

A Rússia só recuperou o 8 a 2 do terceiro set porque o bloqueio apareceu muito forte e os EUA erraram. A seleção norte-americana, aliás, caiu de rendimento nos momentos mais delicados dos sets – inclusive no final do quarto set, quando permitiu que a Rússia ensaiasse uma recuperação.

A insegurança norte-americana só não foi mais comprometedora porque as russas não conseguiam manter uma regularidade no ataque, dependendo somente da Kosheleva, já que Goncharova e Gamova não estiveram nos seus dias mais inspirados.

O resultado classificou a Itália paras as semis. Se ela vencer um set contra a Rússia nesta sexta, garante o primeiro lugar. Ou seja, há boas chances de que o Brasil (ficando em primeiro no seu grupo, o que é bem provável) enfrente nas semifinais EUA ou Rússia – duas paradas duríssimas se formos considerar o histórico dos confrontos, não o que elas têm apresentado no Mundial.


Ao ver as partidas da fase final, devo dizer que estou decepcionada com o nível das seleções. Brasil e Itália se destacaram pelos resultados e pela qualidade do vôlei apresentado. Mas foram as únicas. As demais foram muito inconsistentes e pouco convincentes.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mundial: Brasil 3x0 China

Finalmente o Mundial começou. E, finalmente, o jogo brasileiro se apresentou. Na hora certa, o Brasil fez sua melhor apresentação no campeonato.


Foi uma vitória maiúscula, sem deixar espaço qualquer para que a China desenvolvesse o seu jogo. Com saque e bloqueios agressivos, o Brasil anulou o ataque chinês.


E o nosso ataque funcionou muito bem hoje. As personagens principais dos posts do Mundial aqui no blog - as perseguidas Garay e Dani Lins - se acertaram e fizeram, junto com o time, suas melhores atuações até aqui.


Ainda assim, a partida de hoje foi, novamente, do trio Jaqueline-Camila Brait-Thaisa. Ataque-defesa-bloqueio. A Jaque tem sido nossa melhor atacante no Mundial; a Brait está cobrindo toda a quadra na defesa; e Thaisa se transformou numa muralha. Tem sido esta a base da seleção, o que a tem mantido em pé e competitiva mesmo quando outros fundamentos não vão bem. 

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Foi um desempenho para nos deixar otimista. Jogando desse jeito, a seleção é capaz de atropelar qualquer outra seleção do campeonato. O que não pode acontecer é o Brasil, ao enfrentar um time mais fraco, como a Rep. Dominicana, baixar sua “rotação”. Na próxima sexta, espero a mesma concentração e seriedade da partida contra as chinesas.

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Itália 3x0 EUA


O outro confronto do dia também foi um surpreendente 3x0. Assim como Brasil e China, esperava um jogo mais disputado.


Os EUA começaram melhor, mas travaram numa sequência de saque da Del Core no final do primeiro set. A partir daí, não se encontraram mais. 


A Itália fez um belo jogo, soube pressionar as norte-americanas, que sentiram e não responderam a altura. Em geral, os EUA mostraram um jogo muito lento e marcado, principalmente com a Glass em quadra. 


É curioso que ambas as seleções, seja por motivos físicos ou técnicos, têm feito inúmeras trocas durante as partidas do Mundial. Volta e meia há uma mudança no sexteto titular. Só que este recurso tem tido efeito positivo na Itália, mas não nos EUA.


Acho que o Karch Kiraly poupou demais suas jogadoras nas últimas partidas, o que fez o time perder a ‘pegada’.  Fora que ele poupou a Glass, a levantadora, essencial para dar cara à equipe. Hoje, nenhuma troca resultou.

Depois de uma campanha tranquila, os EUA enfrentaram sua primeira decisão no campeonato - e fracassaram, não só pelo resultado, mas pelo que jogaram. E amanhã tem uma partida de vida ou morte contra a Rússia. Vamos ver como o time reage, mas, se tivesse que apostar, colocaria minhas fichas na 'jogueira' Rússia.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Por uma vaga nas semifinais


O sorteio de hoje definiu os grupos para a terceira fase do Mundial:

Grupo G

Itália, Rússia e EUA

Grupo H
Brasil, China e Rep. Dominicana


Ordem dos jogos:
 
Quarta (08)

Brasil x China

Itália x EUA

 
Quinta (09)

China x Rep. Dominicana

Rússia x EUA

 
Sexta (10)

Brasil x Rep. Dominicana

Itália x Rússia 



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Gostei da composição do grupo brasileiro.

O mais importante era ter a Rep. Dominicana da nossa chave, a seleção mais frágil das seis finalistas. Por mais competentes que tenham sido até aqui, há um limite para as surpresas e as dominicanas parecem ter chegado a ele.

A China pode ser um adversário perigoso, principalmente porque o Brasil ainda não a enfrentou com a força máxima (com a Hui no ataque, por exemplo) este ano. Na fase final do GP, a Lang Ping poupou seu time, que jogou sem quatro titulares. Mas, normalmente, a seleção brasileira encaixa bem seu jogo contra as chinesas e os confrontos contra as orientais não carregam aquela carga de tensão que se identifica nas partidas brasileiras contra EUA e Rússia.

E vai ser muito interessante acompanhar as partidas do outro grupo. Acho que Itália e Rússia vão disputar o segundo lugar em confronto direto na próxima sexta. E o encontro dessas duas seleções é sempre quente. Por mais que a Rússia tenha mais recursos individuais e, na minha opinião,seja favorita, a Itália está na disputa. Achou sua escalação ideal, com Costagrande na ponta e Diouf de oposto, e tem ganhado uma força extra por jogar em casa e ter a torcida a seu favor.

domingo, 5 de outubro de 2014

Mundial: Brasil 3x0 EUA

 
As reservas de Brasil e Estados Unidos nos forneceram um bom espetáculo, mas, como era de se esperar, sem emoção.

No caso brasileiro, as reservas aproveitaram a oportunidade. O time conseguiu manter uma pressão no saque e o bloqueio apareceu em momentos importantes. Em comparação com a equipe titular, teve maior facilidade na virada de bola, com Tandara, Natália e Gabi pontuando bem. A oposto, inclusive, teve ótimo aproveitamento no ataque.

Mas é difícil fazer qualquer avaliação quando a partida praticamente não valeu nada.
 
 
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Não dá para entender um regulamento desses. A vantagem em ser primeiro do grupo é mínima: garante não enfrentar o primeiro da outra chave na fase final e ter uma folga entre as duas partidas – isto se não fizerem o que aconteceu na edição masculina e derem esta última vantagem ao time da casa.

Mais uma amostra de que este regulamento não faz sentido: pelo sorteio, podemos ter os mesmos confrontos da segunda na terceira fase. Por que não seguir, então, a mesma lógica das duas primeiras etapas, cruzando um grupo com o outro e promovendo confrontos inéditos? Assim, cada seleção levava os pontos de todos os confrontos contra as principais seleções, aquelas que chegaram até a terceira fase. Daí seria bem mais justo e teríamos a certeza de que as quatro melhores do mundial estariam nas semifinais.

Parece a Libertadores da América que, até à semifinal, tem gol qualificado. Na decisão, não. É como desacreditar a própria fórmula, dizendo que o que foi feito até então não era o mais correto. 
 
Ainda que seguisse a mesma lógica na terceira fase, não deixaria de ser um regulamento ruim: longo, complicado e desinteressante. Praticamente metade das seleções entrou na segunda fase sem qualquer chance de se classificar porque não levaram os pontos das vitórias contra os adversários eliminados na primeira etapa. EUA e Brasil, por exemplo, já estavam classificados para a fase final tendo disputado apenas dois dos quatro jogos da segunda etapa. Ou seja, parece que até agora o Mundial não começou.

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O Mundial começa mesmo na quarta, quando inicia a fase final. Amanhã acontece o sorteio das duas chaves, que têm como cabeças Brasil e Itália. Estas duas seleções, portanto, não se enfrentam.

Duas das demais seleções classificadas (China, EUA, Rússia e Rep. Dominicana) vão compor o grupo brasileiro. Assim, pode vir uma combinação bombástica com EUA e China, ou Rússia e China, ou uma repetição da segunda fase, EUA e Rússia.

A campanha da Rep. Dominicana tem sido surpreendente e o Brasil costuma ter dificuldade contra a seleção caribenha. Mas, sem dúvida, espero que ela caia no nosso grupo, pois é a seleção com menos experiência de decisão e já está perdendo o fôlego.

Só lembrando de que, de cada grupo com três seleções, duas se classificam para – finalmente! - às semifinais. Ê, campeonato sem fim!


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Demais resultados da última rodada da 2ª fase:
 
Grupo E
 
Alemanha 3x0 Azerbaijão 
 
Bélgica 3x1 Croácia
 
Japão 3x2 Rep. Dominicana
 
Itália 3x1 China
 
Grupo F
 
Holanda 3x1 Bulgária
 
Turquia 3x0 Cazaquistão
 
Rússia 3x0 Sérvia
 
- O trio Kosheleva, Goncharova e Gamova já havia dado trabalho no quarto set contra o Brasil. Agora, jogaram juntas contra a Sérvia e não deram oportunidade às adversárias. Como foi um encontro entre iguais, com seleções bem frágeis no passe, o poder do trio fez diferença contra as atacantes sérvias.