quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Molico não existe sem você, Dani Lins

 
 Molico/Osasco 0x3 Sesi
 
Carro sem estrada, queijo sem goiabada e Molico sem Dani Lins. Não rima, mas resume bem: o Osasco não existe sem sua levantadora titular.

O Molico se perdeu completamente sem a Dani Lins em quadra. Se, historicamente, o time tem dificuldades de enfrentar o Sesi, o desfalque da levantadora agravou ainda mais.

A bolas da Diana era muito lentas, o que comprometeu todas as atacantes. Sem entrosamento com Adenízia e Thaísa, a levantadora ficou com o repertório muito limitado e deu um prato cheio para o bloqueio do Sesi - 19 pontos! 
 
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A Diana não é má levantadora, mas não estava preparada para a responsabilidade. Começou bem, tentando mostrar confiança com uma bola de segunda. Mas as dificuldades do jogo e a falta de apoio das suas colegas minaram a sua tranquilidade.

A atuação dela me lembrou muito a da Ju Carrijo contra o Sesi, na decisão das quartas na temporada passada. Aos poucos tudo começou a sair do controle e desandou. Nada do que o Luizomar dissesse para ela adiantava. Talvez até, o melhor teria sido esquecê-la durante os tempos técnicos, para não pressioná-la muito. Sei lá, sabe como é... quanto mais se diz e se aconselham uma coisa, mais a pessoa trava e não consegue fazer.

Só acho que a atuação da Diana não é desculpa para a má atuação das outras jogadoras em outros fundamentos. Todas elas sentiram demais a notícia de última hora que a Dani não iria jogar. Entraram preocupadas, tensas e não mostraram companheirismo com sua colega. Ficaram tão presas à falta de sintonia entre elas e a Diana que esqueceram de fazer, cada uma, a sua parte. Saque e bloqueio, fundamentos que o Molico é muito bom, não apareceram. E a recepção comprometeu também, mostrando o nervosismo de todo o time. 

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Do outro lado da quadra, o desfalque da Monique não pesou tanto. Certamente se o Molico estivesse com a escalação completa, o Sesi iria sentir mais falta da sua oposto. De qualquer forma, Mari, Suelle e Fabiana fizeram que nos esquecêssemos que a Monique não estava em quadra.

Confesso que não concordo com a opção do Talmo em colocar a Bárbara como oposto. Eu iria pelo caminho mais simples, escalaria a Pri Daroit. Ainda acho que esta é a melhor opção, principalmente quando o Sesi precisar de mais força de ataque. Ontem, não foi o caso e a Bárbara deu conta do recado.

Agora, mesmo com todos os contratempos nas duas equipes e, principalmente, o efeito que o desfalque da Dani Lins causou no Molico, não dá para deixar de aplaudir, novamente, a aplicação tática do Sesi. Como sempre, anulou o Molico e se manteve muito regular. É, até o momento, a equipe mais organizada da competição. 

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Demais resultados da 11ª rodada:
 
São Bernardo Vôlei 0x3 Camponesa/Minas
 
Brasília 3x0 Rio do Sul/Equibrasil
 
São Cristóvão Saúde/ São Caetano 3x2 Maranhão/Cemar  
 
Pinheiros 3x0 São José dos Campos
 
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É hora de pensar em mudanças


Dentil/Praia Clube 0x3 Rexona

O torcedor do Praia deve estar morrendo de saudades da Ramirez. Depois da saída da cubana o ataque do time ficou tão previsível que fica fácil para qualquer adversário marcar – a não ser quando a Tandara se encontra numa noite super inspirada.

Ontem, contra o Rexona, a Tandara foi “normal”: carregou o piano mas uma vez, mas não conseguiu fazer milagres. Assim, o esforço que o Praia tinha que fazer para pontuar era três vezes maior do que o Rexona, que abria ou recuperava vantagens no placar com certa facilidade.

Concordo com o comentário do Eduardo, participante do blog, que enquanto a Ramirez não volta, o Picinin deveria utilizar mais a Webster. Ela tem entrado bem, mas acaba por ser muito pouco aproveitada. Ele deveria pensar numa composição com Tandara e Webster. Quem sabe dá certo? 

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Agora, a dificuldade do ataque não é o único problema do Praia. Mesmo quando a Ramirez voltar, ela não vai mudar uma realidade: o time não é um bom conjunto. Falta bloqueio, defesa e organização no contra-ataque.

E aí a responsa cai no colo do Picinin. Algumas mudanças e reflexões são necessárias. Primeiro, Letícia Hage. Vou ser repetitiva, mas ela tem sido a melhor central e não há motivo para ela não ser titular. O Praia precisa aumentar o seu bloqueio!

Segundo, Karine. Ela não tem tido boas atuações. A impressão que tenho é que ela escolhe as jogadas por impulso – o mesmo que a Ju Carrijo, a sua reserva. Mas o principal problema está na falta de precisão dos levantamentos que, nos contra-ataques, está comprometendo.

Picinin poderia lançar mão mais vezes durante as partidas da Ju Carrijo ou mesmo dar a ela uma nova oportunidade como titular. Apesar de repetir as escalações, o time não evolui, não ganha corpo. Picinin tem que tentar outras opções. 




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Para não esquecer do Rexona:

O desempenho foi inferior ao apresentado contra o Pinheiros, principalmente na recepção. As bobeadas no passe deram brecha para o Praia crescer na partida.

Mas o time é rico em opções de ataque e a Fofão se esforça para aproveitá-las sempre e as atacantes correspondem bem. A única que tem deixado a desejar, depois de um começo bom quando desbancou a Andreia, é a Bruna.

Na partida, Natália foi bem novamente nas horas decisivas, mas a Gabi foi a melhor saída de ataque. Para mim, é a dupla de ponteiras mais forte e equilibrada da SL até o momento.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Enfim, um jogão


Rexonada/Ades 3x0 Pinheiros


Depois de tantos encontros de favoritos nestas duas últimas rodadas - e muitas expectativas frustradas -, tivemos, enfim, uma partida que mereceu ser chamada de “jogão”. Rexona e Pinheiros pode ter sido um 3 a 0, mas foi de alto nível, muito bem jogado por ambas equipes.

Os pontos que cada uma conquistou foram muito mais por mérito próprio do que por erros dos adversários. E foi isso que fez a partida tão bonita, além da série de belas defesas das líberos e de ataques de Natália, Jucy, Rosamaria e etc. 


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Os sets foram equilibrados até a sua parte final quando a maior efetividade do ataque do Rexona fez a diferença. Fora a Rosamaria, as demais atacantes de ponta do Pinheiros tiveram um baixíssimo aproveitamento. A oposto, aliás, fez dois sets impecáveis neste sentido, mas cansou no terceiro.

O Rexona também demorou para concentrar a força do bloqueio e achar o tempo da Rosamaria. Quando o fez, obviamente dobrou a dificuldade do ataque paulista que não conseguiu jogar com a velocidade que precisa, muito por conta dos problemas de passe que o Rexona impôs com um saque consistente durante toda a partida.

O Pinheiros não soube usar do mesmo recurso. O saque só teve maior efeito no passe carioca no terceiro set. No mais, o Rexona teve uma recepção estável, o que permitiu a Fofão equilibrar a distribuição das jogadas. Com mais recursos e opções, virar a bola não foi dificuldade para o Rexona. E nos momentos mais de aperto, a Natália respondeu muito bem. 


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Depois de ter perdido um set na disputa contra o São Caetano na última rodada, pensei que o Rexona pudesse se complicar contra o Pinheiros. Mas não. Mesmo jogando contra uma equipe de maior qualidade, não bobeou e apresentou um belo voleibol. Acho que nesta temporada, o time carioca entrou nos eixos mais cedo e já está mostrando a sua cara - e está mais forte do que se imaginava. 


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Demais jogos da 10ª rodada da SL:

São José dos Campos 1x3 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Maranhão/Cemar 1x3 Brasília

Rio do Sul 3x0 São Bernardo

Camponesa/Minas 3x0 Uniara/Afav  

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dentil/Tandara Clube


Sesi 3x2 Dentil/Tandara Clube

Tá, posso estar sendo um pouco injusta com o time do Praia Clube que, no confronto contra o Sesi, apresentou outros pontos positivos além da Tandara, como o saque e o volume de jogo. Acontece que a oposto está sendo determinante para definir as pretensões da equipe a cada partida. Se a Tandara vai mal, o Praia inexiste. Se ela vai bem, o time aparece.

Ontem, a Tandara não foi só “bem”, foi extraordinária. Carregou sozinha o ataque do Praia. Ju Costa não conseguia nem superar o bloqueio simples e as jogadas com a Natasha, como sempre, não tiveram a velocidade e a sintonia que necessitam. Ou seja, só deu Tandara, Tandara, Tandara.

O Praia teve o mérito de conseguir complicar, por algumas vezes, o passe do Sesi. Quebrou a velocidade das jogadas e a utilização das centrais, principalmente da Fabiana. A defesa também foi bem, conseguiu equilibrar a disputa contra o time com melhor volume de jogo da SL.

Mas não adianta, o Sesi é e foi mais time. Teve mais recursos para suprir as dificuldades impostas pelo Praia. Se a Monique estava com dificuldade de virar, a Mari compensava. Se o ataque não pontuava, o bloqueio compensava. Quando Carol esteve mal, Claudinha a substitiu muito bem. Foi assim ontem e tem sido assim durante a SL.

Enfim, são opções que garantem chances de saída em um mau momento, coisa que o Praia não tem. É o Tandara Clube. 


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Um forte golpe para o vôlei brasileiro

Ontem, o vôlei recebeu uma péssima notícia. O Banco do Brasil retirou o patrocínio de mais de 20 anos ao esporte. A decisão foi motivada após um relatório da Controladoria-Geral da União, que apontou irregularidades no uso do dinheiro do banco pela CBV. Foi basicamente isso: contratos de fachada com empresas (normalmente de amigos e familiares do Sr. Ary Graça) que recebiam milhões para não prestarem qualquer serviço.

O BB condiciona a volta do patrocínio ao cumprimento por parte da CBV das recomendações da CGU, entre elas, tomar medidas legais contra os envolvidos, além de ressarcir o dinheiro desviado do vôlei brasileiro.

Infelizmente, a gestão de federações e confederações é repleta de politicagens, interesses e panelinhas. Os resultados e a modernização da estrutura do vôlei nos fez crer que com a CBV poderia ser diferente. No fim, a entidade era só mais uma entre tantas que são dirigidas por aproveitadores e corruptos, com gestões viciadas e pouco profissionais.

Difícil prever qual será o desdobramento desta história, mas este é, paradoxalmente, um momento favorável para uma reestruturação da CBV. Atletas, clubes e treinadores têm que lutar por uma gestão mais profissional, semelhante a encontrada em empresas, que garantam sua representatividade na confederação. Pode não evitar que haja irregularidades – isso sempre vai haver -, mas garante um poder maior de fiscalização e de controle das negociações da CBV, além de torná-la mais democrática. 



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Equilíbrio? Onde?

Ontem a SL tinha dois jogos que prometiam ser bastante equilibrados, mas a realidade frustou nossa expectativa. Tanto Pinheiros x Sesi e Dentil/Praia Clube x Molico/Osasco tiveram placares de 3 a 0, e, para decepcionar mais ainda, com atuações fracas das donas da casa.

Pinheiros e Praia Clube tiveram os mesmo problemas: dificuldade de pontuar no ataque e uma noite pouco inspirada por parte das suas opostos, Rosamaria e Tandara.

Vamos comentar com mais detalhes cada jogo:

Pinheiros 0x3 Sesi 

 
Questionávamos se o Sesi conseguiria manter a mesma regularidade que estava apresentando nas partidas iniciais quando enfrentasse time de maior qualidade na Superliga, ele. Bom, o primeiro grande teste foi ontem, e o time saiu com nota máxima.

A equipe do Talmo tomou conta da partida, impondo o ritmo de jogo. O maior trunfo foi a boa marcação que fez das ponteiras do Pinheiros. Os pontos não vieram necessariamente do bloqueio, mas dos contra-ataques que a defesa proporcionava.

Sim, o Sesi deu lá suas bobeadas, teve que, algumas vezes, se recuperar no placar, mas tudo dentro da normalidade de um jogo. O time mudou: antes era o Sesi que não conseguia segurar as vantagens que abria no placar. Está longe daquela equipe irregular e pouco confiável da fase de classificação da temporada passada. Em comparação com as demais equipes, tem errado pouco.

Ainda pode, claro, ser batido por equipes com valores individuais mais fortes, como o Molico e o Rexona. Mas, como conjunto, está muito bem estruturado.

E o Pinheiros não conseguiu quebrar esta sólida estrutura do Sesi, principalmente no passe. Para piorar, teve dificuldades no ataque, deu pontos em erros neste fundamento que aliviaram a pressão para cima do Sesi.

Uma pena, porque via que este confronto poderia bem mais equilibrado. Considero as equipes semelhantes, onde o conjunto se destaca mais que as individualidades. O Sesi mostrou isso, mas o Pinheiros sucumbiu à má atuação da Rosamaria. 


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Dentil Praia Clube 0x3 Molico/Osasco

Êta joguinho ruim. Tirando o primeiro set, que foi disputado mais na bola, os demais foram um show de erros.

Se não fosse o belo aproveitamento da cubana Carcaces no ataque, o Molico estaria em maus lençóis. A questão é que, novamente, o time cometeu muitos erros - e erros bobos. É engraçado como o Osasco, de uma hora para outra, se desestrutura completamente. Aí é passe quinando, defesa batendo cabeça, ataque jogado pra fora... Vai numa sequência.

Foi somente por causa destas bobeadas que o Praia conseguiu equilibrar o primeiro e, principalmente, o terceiro set. O time de Uberlândia não jogou nada bem.

O ataque foi, sem dúvida, o principal problema. A virada de bola penou. E olha que, mesmo sem a líbero Tássia e tendo a Isabela improvisada na posição, a recepção não comprometeu. Foi, na verdade, uma noite ruim da Tandara e, também, de más escolhas da Karine.

Fora o primeiro set, quando Ju Costa e até a Sassá viraram com certa tranquilidade, o Praia teve dificuldade de colocar a bola no chão através do ataque. Contra-ataques também não foram aproveitados – ou melhor, mal houve contra-ataques. Isso porque o time não conseguiu manter uma pressão no saque que desestabilizasse o passe do Osasco, o que dificultou ainda mais o trabalho do fraco bloqueio e, consequentemente, da defesa.

Falando sobre o bloqueio do Praia, o problema não é nem ele não pontuar, mas sequer tocar na bola para facilitar o trabalho da defesa. Continuo não entendendo porque a Letícia Hage não é a titular. Quando ela entrou ontem, o bloqueio cresceu. Perde no ataque, mas o reforço no bloqueio compensa – mesmo porque a opção de ataque com as centrais mal tem sido utilizada. A necessidade atual é maior neste sentido.


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Demais resultados da 9ª rodada:

Uniara Afav 3x1 Rio do Sul/Equibrasil

São Bernardo Vôlei 3x1 Maranhão/Cemar

Brasília 3x0 São José dos Campos

São Cristovão Saúde/São Caetano1x3 Rexona/Ades



 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Agora sim

Rexona/Ades 3x0 Brasília

Uns posts atrás comentei que apesar de ter feito uma boa apresentação contra o Minas, a vitória do Rexona não tinha me convencido. Isso porque tinha enfrentado um adversário muito fraco, que tinha feito metade do “serviço” para as cariocas dando inúmeros pontos em erros.

O Brasília também não foi um adversário que impusesse grandes obstáculos ao Rexona – pelos diversos motivos que já comentamos aqui -, mas a vitória carioca, desta vez, me convenceu.

Acontece que, desta vez, foi o Rexona quem construiu sua vitória, com um bom desempenho de quase todos os fundamentos. A recepção ainda é um ponto fraco, mas tanto a habilidade da Fofão como a competência das atacantes têm compensado esta dificuldade. Mesmo a saída da Fabi não foi um problema, o time até melhorou o desempenho no passe depois da entrada da Amanda para ocupar a posição.

A relação saque-bloqueio também teve papel fundamental na vitória contra o Brasília, e a protagonista nestes dois fundamentos foi a Juciely. Para mim, aliás, ela deveria ter levado o troféu de melhor da partida.

Natália e Gabi também têm se destacado. Parece que ambas recuperaram a potência de ataque e têm sido importantes neste fundamento. No bloqueio elas também têm aparecido bem e, na partida de ontem, gostei do desempenho da Natália no fundo de quadra.

O que ainda joga contra o Rexona é a falta de jogadas com o meio. E não ter à disposição uma jogada de velocidade com a Juciely, por exemplo, é um desperdício. 


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Demais jogos da 8ª rodada da SL:


Sesi 3x0 São Cristóvão Saúde/São Caetano

São José dos Campos 2x3 São Bernardo

Maranhão/Cemar 3x1 Uniara/Afav

Rio do Sul/Equibrasil  0x3 Camponesa/Minas 

Molico/Osasco 3x2 Pinheiros 


- Osasco e Pinheiros: este era o jogo que queríamos transmissão, Sportv!

Não pude acompanhar a vitória do Pinheiros contra o Praia Clube, mas vi que o ataque teve um ótimo desempenho. Desta vez contra o Molico, Rosamaria ficou um pouco sozinha na função, tendo ao seu lado uma irregular Ellen.

Esta é a magia e a fraqueza do Pinheiros. Ele funciona muito na base da força do grupo e não no individual. Precisa de todas as jogadoras bem para equilibrar a disputa contra os favoritos. De qualquer forma, o Wagão está de parabéns por fazer do Pinheiros, um grupo sem estrelas, um time competitivo.

Já o Osasco deu uma força ao Pinheiros ao entregar 33 pontos em erros. O time da capital foi bem mais regular e aproveitou a brecha para crescer. Tínhamos visto uma cochilada parecida no terceiro set contra o Brasília, só que desta vez a qualidade do adversário era outra. Motivo de atenção para as meninas do Luizomar. 



sábado, 29 de novembro de 2014

Problemas sem fim



Brasília Vôlei 0x3 Molico/Osasco


É, não anda fácil a vida do Brasília. O time tem uma lista de problemas e dificuldades, individuais e de conjunto. Uma pena, porque poderia ser um participante competitivo na SL.

Como se não bastasse a dificuldade em pontuar no ataque, o Brasília entrou em quadra contra o Molico muito pouco agressivo no saque. Não soube explorar a principal fragilidade de Osasco e, portanto, deixou Carcaces, Ivna e Samara jogarem à vontade. 


Comentei no post passado que o Sérgio Negrão deveria colocar a Jéssica como titular porque dificilmente ela faria tão poucos pontos como a Elisângela vinha fazendo por partida. Ela melhorou a média, mas fez muito pouco para uma oposto.

No fim, quem tem carregado heroicamente o ataque brasiliense, pelas pontas, é a Michele, a última que deveria fazer isso. Ontem, a pontuação do ataque não foi ruim, mas o aproveitamento sim. Muitos dos erros dados ao adversário vieram das bolas foras de contra-ataque.

Assim, o Molico jogou bem tranquilo, sofreu pouca pressão. Só se complicou quando relaxou no terceiro set. No resto da partida, por mais que se esforçasse, o Brasília não sustentava um padrão de jogo por dois minutos.

Outro problema do Brasília é o sistema defensivo. Como se atrapalham no posicionamento e cometem erros bobos de cobertura! Nisso, não dá para poupar o Sérgio Negrão. É problema de treinamento, não é falta de qualidade individual. 


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Demais resultados da 6ª rodada da SL:

Dentil/Praia Clube 3x0 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Sesi 3x0 São Bernardo

Rexona/Ades 3x0 Uniara/Afav

São José dos Campos 1x3 Camponesa/Minas 


Maranhão Vôlei/Cemar 1x3 Rio do Sul/Equibrasil

- Os adversários de baixo da tabela não têm feito nem cócegas no Sesi, que, nesta rodada, patrolou o São Bernardo.

- O Praia Clube finalmente conseguiu um resultado e atuação convincente. Sem contar com a Ramirez, Tandara e Natasha foram as maiores pontuadoras, uma comandando o ataque, a outra o bloqueio – fundamento que estava fazendo falta ao Praia e que veio com tudo exatamente com a central que eu falei deveria cair fora do time titular... Mas o mais impressionante nesta partida foi o número de erros do Praia: 10! Tomara que realmente seja um sinal de evolução da equipe.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ainda não convenceram


Brasília 0x3 Dentil/Praia Clube

Com a vitória sobre o Brasília, o Praia Clube segue invicto na Superliga. Para alcançar a marca de cinco vitórias seguidas na competição, o time mineiro precisou de uma pitada de Tandara e outra de incompetência de seu adversário.

É impossível conceber a vitória do Praia sem a ajuda do Brasília, que errou, principalmente no ataque, nas horas decisivas de todos os sets. Foram pontos atrás de pontos dados de graça ao Praia, que, apesar de também cometer muitos erros, teve na Tandara uma segurança para a definição dos sets.

No fim, pesou a favor do Praia o valor individual, porque as equipes, em seus erros e acertos, estiveram muito parecidas. 


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O Brasília não consegue colocar a bola no chão através das suas ponteiras. A bola de segurança é com as centrais, não com a Elisângela ou a Paula, que deveriam ser as responsáveis por pontuar.

E o Sérgio Negrão não tem muito o que fazer, a não ser colocar a Érika, que não muda muito a realidade do ataque, ou a Jéssica, que costuma entrar somente nas inversões. Talvez ele devesse experimentar colocar a Jéssica como titular e ver como ela se sai. Acho difícil que ela faça atuações tão modestas quanto as que a Elisângela tem feito nas últimas partidas.

Já o Praia tem uma boa força ofensiva, mas que, na maioria das vezes, não é bem explorada em sua totalidade. Acaba ficando concentrada em Tandara ou Ramirez e a Natália pelo meio. Natasha, para mim, ainda não justificou sua titularidade. Não demonstra força nem no ataque nem bloqueio, e este é um fundamento que o Praia precisa desenvolver e tem recursos no banco (Letícia e Aline) que podem ajudar. 
Enfim, ainda considero que o Praia está jogando muito abaixo do seu potencial na SL, contando mais com a fragilidade de seus adversários do que com a própria competência.

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Camponesa/Minas 0x3 Rexona 


O Rexona fez sua melhor partida na SL até agora, sendo superior em todos os fundamentos em relação ao Minas. Mas, vamos ser sinceros, isso não significa grande coisa.

Fica difícil comprovar nesta vitória alguma evolução, por mais que o ataque com Natália e Gabi tenha funcionado muito bem assim como o bloqueio. Primeiro porque o time mineiro é muito pouco agressivo devido a sua enorme dificuldade em pontuar no ataque e impõe poucos obstáculos ao adversário. Segundo, o Rexona ainda comete muitos erros e não consegue manter um ritmo razoável de jogo.

Ainda estou à espera de uma vitória convincente por parte do Rexona. 


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A sorte de Rexona e Praia Clube é que eles tiveram pela frente adversários com menos recursos individuais e que conseguiram ser ainda mais enrolados do que eles. Mesma sorte não teve o Minas que pegou uma sequência braba neste início de SL, enfrentando somente as cinco melhores equipes do campeonato. Fica difícil lidar com os problemas do time tendo a cada partida uma pedreira para encarar. A partir da próxima rodada, sendo menos exigido pelo o outro lado da quadra, talvez o Minas consiga respirar e arrumar a casa com mais tranquilidade. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Com a cabeça no lugar

Sesi 3x0 Camponesa/Minas

 
Tenho que admitir que estou surpresa com a postura do Sesi neste início de Superliga. Depois de ser eliminado nas semifinais do Paulista, imaginei que veria em quadra aquele velho Sesi, atrapalhado e inconstante, que se enrolava em partidas contra equipes mais fracas. E, até agora, o time tem se apresentado com uma regularidade impressionante.

Na vitória contra o Minas, o maior exemplo desta regularidade foi o saque. A equipe não só cometeu apenas um erro neste fundamento como foi muito competente. E bom desempenho no saque é sinônimo de concentração – o que não era um dos fortes do Sesi.

No mais, foi mais uma boa atuação da Carol Albuquerque, equilibrando a distribuição das bolas, e também do bloqueio do Sesi, o que dificultou ainda mais a vida das atacantes mineiras.

O ataque é, sem dúvida, o principal problema do Minas. Sim, parte do problema está na fraca recepção, a qual nem mesmo a líbero consegue dar um mínimo de padrão. Mas também existe a falta de qualidade na definição.

Acho que o tempo pode colaborar para que a Mari Paraíba melhore e a renda mais, mas não digo o mesmo em relação à Lia, Carla e Ju Nogueira. Ainda bem que o Minas terá a Jaqueline. Ela não é carregadora de piano, mas cresceu no ataque, tendo um papel mais importante neste sentido na seleção brasileira. Fora que ela pode ajudar a Mari.

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Demais resultados da 4ª rodada:

Pinheiros 3x1 Brasília Vôlei

São José dos Campos 3x0 Maranhão/Cemar

Molico/Osasco 3x0 Uniara/Afav

 
- Quem também tem problema em colocar bola no chão é o Brasília. Paula e Elisângela não têm fôlego para carregar o ataque da equipe. Para se ter uma ideia, as duas centrais é que foram as maiores pontuadoras no ataque, com 11 pontos. Enquanto do outro lado, o jovem elenco do Pinheiros, comandado pela Rosamaria, não teve dificuldades neste sentido. E, pra completar, deu uma goleada no bloqueio: 15x5.

O Pinheiros, de novo, começou  a Superliga. Tomara que, desta vez, mantenha o ritmo até à fase decisiva.

- O mesmo Maranhão que tirou dois sets do Rexona, perdeu para o São José dos Campos por 3x0. Vai entender...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ninguém disse que seria fácil

Resultados da 3ª rodada SL:
São Bernardo 0x3 Pinheiros

Brasília Volei 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Uniara/Afav 2x3 Dentil/Praia Clube

Maranhão/Cemar 2x3 Rexona/Ades

Molicos/Nestlé 3x0 Camponesa/Minas

 
A terceira rodada foi de sufoco para o Dentil/Praia Clube e para o Rexona. Os dois deixaram escapar um ponto ao vencerem somente no quinto set as equipes do Uniara/Afav e Cemar/Maranhão, respectivamente.

Pelo histórico, obviamente que a situação inicial do Praia preocupa mais do que do Rexona. O time do Rio tem dessas de dar seus tropeços na fase classificatória e depois, na final... bom, sabemos bem o resultado. A temporada passada foi assim. Rexona jogou feio o campeonato inteiro, mas, nas decisões jogou mais e levou o título. Fica difícil duvidar, portanto, da evolução do Rexona mesmo que ele ainda apresente problemas na recepção e cometa tantos erros.

Agora, o Praia deixa dúvidas da sua capacidade de recuperação. Será que teremos novamente uma temporada na qual o time vai se enrolar durante o turno e returno e chegar enfraquecido para as finais? Ano passado, mesmo com potencial, o Praia não engrenou.

Ao menos, a suada vitória parece ter mostrado sinais de maior agilidade e sabedoria do Picinin. Ele soube usar melhor o seu elenco durante o jogo. 


A Tandara não fez boa partida e foi substituída logo no terceiro set. O que poderia decretar o desastre da equipe, acabou por ser um bom sinal. Ela saiu e o time não se perdeu. Pelo contrário, conquistou os sets seguintes de forma mais tranquila. Picinin também trocou a Natasha pela Letícia Hage – aliás, acho que Natália e Hage deveriam compor a dupla de centrais do Praia, pois têm características complementares.

Vamos ver como o Praia se encaminha nos próximos jogos.


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Jaque está empregada

O Camponesa/Minas contratou a Jaqueline. Ela é a jogadora que 90% dos times brasileiros precisam: habilidosa no fundo de quadra, ideal para consertar o péssimo nível de recepção da maioria das equipes nacionais.

Certamente é um upgrade ao Minas, mas não o suficiente para colocá-lo entre os favoritos da SL. A companhia da Jaque vai deixar a Mari Paraíba mais tranquila para atacar. Fora que as atuações recentes da Jaque na seleção mostraram que ela pode ser tranquilamente uma boa força de ataque para um time que, até então, tinha neste fundamento seu ponto fraco. 


Falando disso, aliás, é inacreditável que Ju Nogueira não consiga desbancar a Lia da titularidade.