domingo, 24 de maio de 2015

Obrigado, Fofão!



Infelizmente, tivemos que dizer adeus à estrela mais brilhante e, ao mesmo tempo, mais discreta das quadras brasileiras. Fofão despediu-se das quadras e, junto com ela, despede-se parte importantíssima da história do vôlei feminino nacional.

Fofão era a única representante ainda em quadra daquele grupo de jogadoras que começou a transformar o Brasil em uma verdadeira potência do vôlei mundial no início dos anos 90. E ela foi a única jogadora que esteve no início e no auge desta trajetória vitoriosa brasileira, com a conquista da medalha de ouro olímpica em 2008.

Em Pequim, Fofão representava Ana Moser, Virna, Venturini, Leila, Márcia Fu e outros nomes que colocaram o Brasil no cenário internacional do vôlei. Neste domingo, a despedida da levantadora foi também a desta era.

Fofão leva consigo parte essencial da história do vôlei feminino brasileiro, portanto. Uma parte da história que a mim, particularmente, é muito especial. Foi lá pelos anos 90 que comecei a acompanhar o vôlei feminino. Por isso, não é fácil dizer adeus ao que restava de vivo desta história.

Ainda bem que foi ela, desta geração dos anos 90, que permaneceu durante todo este tempo na ativa, podendo influenciar positivamente as gerações que vieram a seguir. Fofão foi um exemplo de que é possível ser craque e ser humilde. Ser um diferencial e ser agregadora de grupo. Ser líder e ser discreta. Ser exemplo e ser aprendiz. 


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A saída da Fofão faz-nos, inevitavelmente, fechar uma porta e encarar a realidade e o futuro do vôlei brasileiro. Acho que o vôlei fica órfão. Não se perde somente uma jogadora talentosa, mas uma referência em comportamento e liderança.

Fofão é um espécime raro no esporte, assim como a Ana Moser. Pessoas que podem dar exemplo pela qualidade do seu trabalho, mas também - e principalmente - pela sua postura. São atletas, portanto. Pessoas que inspiram e ensinam através de gerações e que transcendem as quadras.

Que jogadoras temos, atualmente, que aliem currículo, talento e perfil que sirvam de exemplo para as gerações mais novas? Que jogadoras podem ser referência naturais, como são Fofão e Ana Moser, sem a forçação de barra de assessorias de imprensa e de marketing? Que jogadoras teriam o prestígio de reunir tantos colegas e ex-colegas na sua despedida e ser parte especial da carreira de todos eles? 


Acho que, por enquanto, o vôlei feminino brasileiro fica sem guia. 


Tomara que a Fofão, ao menos, continue trabalhando com o vôlei, ajudando a manter no topo o esporte que ela colaborou a alavancar.

domingo, 10 de maio de 2015

Nem o bronze

 
Rexona 0x3 Volero Zurich

Cansado. Pesado. Tenso.

Acho que estes adjetivos resumem o desempenho do Rexona na disputa do terceiro lugar contra o Volero.

Pouco ou quase nada funcionou adequadamente na partida de hoje - reflexo de que o Rexona jogou no seu limite na semifinal e não conseguiu se recuperar a tempo.O time parecia sem pernas, sem potência, sem paciência. Não conseguia sustentar com tranquilidade as trocas de bolas sem cometer erros.

O saque foi pouco agressivo e o ataque, novamente, pouco eficiente. A entrada da Roberta deu mais agilidade ao time no terceiro set, porém não foi o suficiente. As suas atacantes estiveram com a mão mal calibrada. Animicamente também o time não estava bem. Assim como contra o Dinamo, as jogadoras demonstravam estarem tensas e travadas.

Com o passe na mão, Thompson deixou o bloqueio carioca sempre atrasado. A Rykhliuk foi a maior pontuadora da partida, mas quem deu trabalho e não conseguiu ser parada pela marcação do Rexona desta vez foi Rabadzhieva.

Uma pena que o Rexona e, principalmente, a Fofão tenham que se despedir do Mundial sem uma medalha e se apresentando mal. O time tinha condições de bater o Volero, mas sentiu o peso do esforço do dia anterior. Tentou ir além dos seus limites, mas não teve qualidade nem elenco que sustentassem este tipo de jogo num nível competitivo o suficiente para bater os europeus.

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Eczacibasi 3x1 Dinamo Krasnodar

Justíssimo título mundial da equipe turca. Mostrou por duas vezes na competição ser mais time que o Dinamo.

O Eczacibasi tem muito mais recursos do que o Dinamo. Com um bom passe, a levantadora Asuman fez uma ótima distribuição entre as sua ponteiras. O bloqueio russo, de novo, dançou na marcação.

Para surpresa de todos, nem o ataque do Dinamo funcionou bem. Kosheleva poderia ter tido esta atuação apagada contra o Rexona. O aproveitamento dela foi ridículo, assim como o da Garay. A brasileira, ao menos, virou bolas importantes juntamente com a Calderón, no set da vitória russa.

Mérito também do sistema defensivo turco, muito bem postado e atento ao ataque do Dinamo. No bloqueio, Maja Poljak anulou a Kosheleva. Acho que aqui temos aquele tipo de confronto que o estilo de um encaixa com o de outro. No caso, o Eczacibasi leva a melhor. O Dinamo se perde ao enfrentá-lo: seu ataque não consegue transpor a boa marcação turca e tampouco sabe se defender do arsenal adversário. 
 
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E, assim, o Mundial se despede, pela primeira vez desde 2010, sem um clube brasileiro no pódio. 
 

sábado, 9 de maio de 2015

A situação ficou "russa"


Rexona 1x3 Dinamo Kosheleva

É, não deu para o Rexona.

O time brasileiro lutou, fez uma partida equilibrada contra o Dinamo Krasnodar, mas o sonhado título Mundial parou em dois obstáculos.

O primeiro, a atacante Kosheleva. O elenco do time russo até pode encher os olhos, mas, na quadra, quem até agora fez diferença neste Mundial foi ela.

O segundo obstáculo, foi a própria limitação do Rexona no ataque. As cariocas não ficaram atrás das russas no número de pontos neste fundamento, mas perderam no aproveitamento, principalmente dos contra-ataques. 
 
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O Rexona fez sua parte no sistema defensivo, mas não teve competência suficiente para aproveitar as oportunidades que construiu. Percebeu-se claramente isso na dificuldade brasileira em pontuar. O esforço envolvido para conquistar um ponto era muito maior por parte do Rexona do que do Dinamo.

Isso porque, quando a situação apertava, o Dinamo tinha a Kosheleva para resolver. Fabíola, como sempre muito prática e objetiva, não hesitava em dar a bola para quem virava. 
 
O Rexona, por sua vez, na mesma situação, não contou com uma bola de segurança. Natália foi, durante boa parte da partida, o principal nome no ataque, mas caiu de rendimento na parte final. Gabi teve muitas dificuldades em pontuar e desperdiçou bolas importantes para o Rexona. Senti falta também, por parte dela, do uso da habilidade para explorar o bloqueio. Já a Régis... foi a Régis. Como previa, a falta de uma oposto de verdade pesou.

Além disso, o Rexona deu quase o dobro em número de erros ao time russo – muitos em ataque. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que falhas assim decidem disputas equilibradas. 

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O Rexona se despede do sonho do título inédito do Mundial de cabeça em pé. A diferença de qualidade dos jogos entre a Superliga e o Mundial é, claro, enorme, mesmo se considerando as partidas que envolveram os segundo e terceiro lugares da competição nacional. Mas o Rexona provou que tinha ainda mais a oferecer depois da SL e cresceu de rendimento à medida que o nível do desafio foi maior. Só que há diferenças individuais difíceis de serem superadas e que acabaram pesando na desclassificação.

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O Rexona volta a enfrentar o Volero Zurich no Mundial, agora na disputa pelo terceiro lugar. Guardada às devidas proporções, o Volero tem um estilo de jogo parecido com o Dinamo. Ou seja, tem uma jogadora, a Rykhliuk, que é a principal via de saída no ataque.

O Rexona tem mais repertório de ataque e de fundamentos para fazer a diferença a seu favor. Tomara que ponha esta superioridade em prática para que a despedida oficial das quadras da Fofão seja premiada. 

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Já o Dinamo pega na final o turco Eczacibasi, que venceu o Volero Zurich na semifinal por 3x1. O Eczacibasi é mais técnico, o Dinamo mais força e altura. Certamente vamos ter um confronto bem mais equilibrado que o da primeira fase no qual o time russo não rendeu.

Para termos este equilíbrio, o Dinamo precisa ser mais eficiente na marcação. Isso será fundamental porque o time turco tem a vantagem de ter uma distribuição de jogo mais equilibrada, contando, normalmente, com o bom desempenho de pelo menos duas das suas atacantes pelas pontas, além de utilizar mais as centrais. O Dinamo é mais dependente do desempenho da Kosheleva. Só que se ela estiver inspirada, como vimos contra o Rexona, é meio caminho andado para a vitória.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

As russas no caminho para a final



Rexona 3x0 Mirador

O Rexona se classificou para as semifinais do Mundial sem qualquer dificuldade. O maior desafio do time foi manter a concentração e o bom nível de jogo mesmo com as reservas que entraram no decorres da partida. E ele conseguiu sem grandes obstáculos.

O Mirador até que tentou tornar o jogo mais competitivo apresentando um bom volume de jogo, mas o surpreendente baixo aproveitamento do ataque comprometeu. O desempenho ofensivo só melhorou no terceiro set, com algumas substituições, mas não foi suficiente para bater as reservas cariocas. 
 
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Dinamo Krasnodar 3x1Hisamitsu
 
Agora o Rexona pega o Dinamo Krasnodar, que venceu o Hisamitsu com o placar limite que precisava para se classificar para as semi. Na verdade, a parada poderia ter sido decidida em três sets se o time russo não tivesse – como fez na estreia – entregue o primeiro set cometendo erros bem no momento de fechar a parcial.

O Dinamo se apresentou melhor do que na estreia – ainda bem. Ao menos, fez prevalecer seu bloqueio e ataque contra o baixo time japonês.

O Hisamitsu perdeu, ao longo da partida, o seu ritmo mais veloz de jogo mesmo quando não apresentava problemas no passe. Ele meio que emulou a cadência pesada e lenta do adversário, só que sem a mesma competência no ataque – o que só ajudou o bloqueio e a defesa do Dinamo.

Definitivamente, este é o principal cuidado que o Rexona tem que ter no confronto de semifinal. Perder a velocidade e a agilidade - o seus diferenciais - é tornar seu ataque presa fácil para as russas.

Em compensação, o Dinamo é bastante previsível. Quando o passe chega mais adequado, até que a Fabíola consegue acelerar um pouco e sair da Kosheleva-dependência. A Garay só vira quando é bola mais veloz. Ela está sem explosão, lembrando muito a sua atuação no Mundial de seleções de 2014.

Acho que o Rexona consegue parar o ataque russo – seja no bloqueio ou no ataque. Resta saber se conseguirá manter uma regularidade nas viradas de bola e um bom aproveitamento nos contra-ataques para conquistar a vaga na final.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

No suor e na defesa

Rexona 3x1 Volero Zurich

Depois de muito suor e disputas que ultrapassaram os 25 pontos, o Rexona conquistou a vitória na estreia do Mundial.

O time carioca teve que bater uma equipe com um ótimo ataque. Rykhliuk demorou para entrar na partida, mas quando entrou, foi difícil de pará-la. Não foi fácil para o Rexona se manter no mesmo nível de aproveitamento nas viradas de bola e contra-ataques do Volero. Ainda mais com Natália apagada e Gabi bem marcada. Surpreendentemente, a Régis foi a melhor atacante carioca e a melhor opção nas bolas de segurança. Drussyla também entrou bem substituindo a Natália.

Mas não seria pelo ataque que o Rexona iria bater o Volero, mas sim pelo desempenho da sua defesa. E, nisto, o time não decepcionou. Fabizinha deu show mais uma vez. O bloqueio não teve dificuldades em ler as jogadas da Thompson, mas, sim, em acertar o tempo de entrada. Assim, mesmo chegando inteiro, não aproveitou toda as oportunidades que teve em parar as atacantes adversárias. Mas, definitivamente, o Rexona foi superior na parte defensiva. 
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Agora, apesar das dificuldades impostas pela qualidade do ataque suíço, não se pode esquecer que muito dos momentos complicados vividos no primeiro, terceiro e quarto sets foram provocados pelo próprio Rexona. Isso porque a equipe proporcionou a recuperação do Volero nos sets cometendo sequências de erros. Os de saque, então, foram os preferidos do time.

O Rexona também caiu de rendimento com a perda de fôlego da Fofão. Nos dois primeiros sets, a levantadora conseguiu movimentar mais o ataque carioca, explorando as bolas com as centrais e acelerando os contra-ataques. Depois, ela diminuiu o ritmo e o ataque ficou mais marcado e óbvio. 

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O Rexona que vimos na estreia não foi diferente daquele da Superliga, suas virtudes e defeitos foram os mesmos. Mas reforço novamente o mérito carioca em conseguir equilibrar a disputa nos pontos de ataque contra uma equipe que, assim como as demais europeias, baseia muito o seu jogo no aproveitamento deste fundamento.

Não que o Rexona não tenha arsenal para tanto, mas é um tipo de jogo que ele não enfrentava na SL. Em quatro sets, cada equipe fez 70 pontos de ataque. Acho que nem indo para o tie-break algum time brasileiro fez tantos pontos assim numa partida.

Assim, com mais repertório e qualidade em outros fundamentos, o Rexona desequilibrou o jogo a seu favor. 

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Só um pê ésse sobre esta partida: foi o encontro dos treinadores de comportamentos mais opostos do cenário internacional. Deus deve ter tirado toda a expressividade do holandês Selinger e dado ao Bernardinho.

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Eczacibasi 3x0 Dinamo Krasnodar
 
É, vocês têm razão. Nenhum dos times do grupo B é um bicho de sete cabeças. Ao menos, foi o que se viu na partida de hoje.

Certamente não era este placar que se imaginava entre os “fodões” da outra chave. A verdade é que, mesmo necessitando de uma vitória depois de ter perdido na estreia para o japonês Hisamitsu, o turco Eczacibasi não precisou de suar sangue para vencer o Dinamo Krasnodar.

Não sei se foi somente um dia ruim, mas o time russo foi uma vergonha. É compreensível a falta de agilidade russa na defesa e nas coberturas de ataque e bloqueio. Mas não dá para entender como um time com a estatura e a origem que tem ser tão fraco no bloqueio.

Pior ainda, não dá pra entender como um elenco de atacantes de ponta forme uma equipe com tão pouco poder de definição. O Dinamo Krasnodar amarelou nos finais do set.

Enquanto isso, o Eczacibasi mostrou ser muito mais ágil e forte defensivamente. E nem precisou recorrer às estrangeiras. As jogadoras de casa Neslihan e Gözde deram conta do ataque e ofuscaram a já apagada Larson.

O Dinamo Krasnodar agora vai decidir a vaga com o Hisamitsu. Ou seja: ataque vs defesa. Só que o time japonês tem boas saídas para equilibrar o ataque com a Mihajlovic e a Ishii, maiores pontuadoras na partida contra o time turco. Vamos ver quem leva a melhor. 

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Mercado 15/16

- Durante a transmissão, anunciaram que a levantadora Thompson irá defender o Rexona na próxima temporada. Nada de apostar na Roberta, então. Thompson vai manter a deficiência do time na altura (tem só 1,70m), mas pode compensar com habilidade. Entre as estrangeiras, certamente é uma das que melhor pode entender e se adaptar ao estilo de jogo brasileiro.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Balaião: Mundial, Mercado e Seleção

Mundial de Clubes 2015

O Rexona pode ter o dobro de títulos que o Osasco na Superliga, mas o principal rival é dono da taça que o time do Bernardinho mais ambiciona: a do Mundial. O título mundial está entalado na garganta carioca e os torcedores do Osasco adoram se gabar desta vantagem.

Só que, a cada ano, fica mais difícil para o Rexona se equiparar ao adversário neste quesito. A diferença de investimento e elenco tem ficado, a cada ano, mais desproporcional. Tanto equipes europeias como asiáticas formam pequenas seleções difíceis de competir contra.

Esta edição do Mundial de Clubes é a que me parece mais difícil para um clube brasileiro desde que a competição foi recriada em 2010. A sorte do Rexona é que, no seu grupo, não estão as equipes mais fortes, mas, na semifinal, não terá como fugir do turco Eczacibasi, de Larson, De la Cruz e Furst, ou do russo Dinamo Krasnodar, de Garay, Sokolova e Kosheleva.

A superioridade do Rexona no Brasil, como é óbvio, não vai se repetir no Mundial. Se aqui, não ter uma oposto convincente na posição não foi impediditivo para conquistar a Superliga, no Mundial vai ser.

Um conjunto disciplinado e organizado não vai ser suficiente. Pode equilibrar a parada, mas não a decidirá. O Rexona vai precisar mais do que o Bernardinho. Vai precisar de atuações inspiradas e especiais da Gabi e, principalmente, da Natália.

Eis a programação dos jogos do Rexona na primeira fase:

07/05 -15h - Rexona x Volero Zurich
08/05 -  12h30 - Rexona x Mirador


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Mercado 15/16

- É, o Sesi conseguiu um grande reforço. Jaqueline chega para dar um fim no troca-troca da equipe paulistana nas pontas. Outra boa notícia é a renovação da Fabiana. Andreia e Ellen chegam para completar o time titular e, quem sabe, reviver a boa dupla que formaram no Pinheiros na temporada de 13/14.

Com os reforços, o Sesi não deixa a peteca cair, mas também não se coloca entre os favoritos. Ainda acho que falta força de ataque. Tenho o pé atrás em relação a Andreia como oposto e a sua capacidade de assumir a responsabilidade de carregar o ataque quando necessário. Aliás, tenho restrições a todas centrais que viram opostos, não me convencem.

Temo que o time possa sofrer do mesmo mal desta última SL, com a Bárbara como oposto. Além disso, a Andreia tem a Ellen como parceira, e ela não é das jogadoras mais regulares. Ao menos, com a Jaque e uma passe mais caprichado, a Fabiana possa ser mais utilizada e compensar.

- Sem poder sonhar com a Jaque, o Molico foi atrás da peça certa para equilibrar seu time: Suelle. Só ela - ou a Michelle - para fazer o papel que o Osasco precisa de regularizar a recepção. Camila Brait agradece.

- Sem Jaque e sem Suelle, resta ao Minas ir atrás de alguém para assegurar a qualidade do passe. Do jeito que está (Carla, Mari PB e Rosamaria), não vai rolar jogo.

- O novato Bauru está formando um time com condições para pegar no pé dos favoritos. Trouxe Ana Tiemi, Mari Cassemiro (ex-Sesi), Bruna (ex-Rexona) e Fernanda Isis (ex-Pinheiros).

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Seleção 15

O Zé Roberto convocou oficialmente a seleção brasileira para as competições deste ano. A novidade mesmo ficou por conta dos nomes das jogadoras que estavam nos times envolvidos na semifinal da SL e no exterior. Como previsto, Sheilla e Fabiana não foram chamadas. Mas para minha surpresa, elas são as únicas a receber um refresco. Thaisa e Jaqueline foram chamadas também para o batente.

- O curioso é ver na relação que o Zé chamou a Rosamaria como ponta e não oposto. Preferiria que ela fosse considerada, no momento, para a posição de oposto pelas opções que temos para as duas posições.

- A central Bia, do Sesi, não foi convocada. Segundo o site Melhor do Vôlei, se recusou a assinar a convocação. Ano passado ela também tinha pedido dispensa. Vai entender...

- Falando em dispensa: Fabíola, infelizmente, pediu a sua para este ano, precisa resolver problemas pessoais. Não sei o que é nem como foi a conversa com o Zé, só sei que abre espaço para a concorrência com um treinador que já não é muito fã dela.

- Sobre a Sassá, o leitor do blog Vinicius já tinha nos adiantado que ela seria utilizada como líbero. Não me agrada que esta transformação/passagem seja feita na seleção – ainda que em competições menores. Pode ser para trazer experiência ao grupo de novatas e tal, mas sou muito mais olhar e investir no futuro. Depois o Zé Roberto vem sempre com o chororô de falta de renovação.

Segue a relação completa das jogadoras convocadas:

Levantadoras: Ana Tiemi, Dani Lins, Fabíola, Juma, Macris e Roberta.

Opostos: Paula, Ivna, Jéssica, Joycinha e Monique.

Meios de rede: Adenízia, Carol, Angélica, Bárbara, Fran, Juciely, Letícia Hage, Mayara, Mara e Thaísa.

Ponteiras: Ellen, Fê Garay, Gabi, Jacqueline, Mari Paraíba, Michelle, Natália, Rosamaria e Suelle.

Líberos: Camila Brait, Sassá e Léia. 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Superliga 15/16 já começou

Como sempre, antes do término dos contratos, o mercado de transferências é um mundo de muita especulação e poucas confirmações. Mas das poucas certezas de que temos notícia, já dá para deduzir os caminhos que certos times vão tomar

O Pinheiros, por exemplo, é pura renovação – o que não é exatamente uma boa notícia. Está praticamente montando uma nova equipe com as saídas de dois de seus pilares, Macris e Ellen. Leia também se foi. No sentido contrário, chegam a ponteira Paulo Borgo (do Sanca), a levantadora Ananda (do Brasília) e as centrais Letícia Hage (Praia) e Lara (Osasco). Se continuar nesta toada, Wagão terá um desafio absurdo em tornar o Pinheiros em um time competitivo para a próxima temporada. 


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O Praia Clube, desta vez, começa de mansinho no mercado. Até agora, nenhuma contratação bombástica, o que deixa a dúvida quanto ao ânimo do clube em investir. Falou-se da Fabiana, mas nada certo. O Praia fez duas boas contratações, Wal (Minas) e Claudinha (Sesi). Traz experiência e, ao meu ver, garante estabilidade ao levantamento. A Claudinha ainda não se firmou, é verdade. Mas acho que ela, nas mãos certas, pode render muito mais. O problema é que não sei se o Picinin tem as mãos que ela precisa (por favor, tentem ler esta frase sem dar uma conotação que não a técnica e esportiva rsrs).

O Praia ainda renovou com Ramirez, Natasha e Tássia. Falta, portanto, um nome de peso para o ataque para nos dizer qual a real intenção da equipe para a SL 15/16. 

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O Sesi vai reduzir os investimentos. O único boato de uma grande contratação que ronda o clube é a da Jaqueline. No mais, só peixe pequeno. Renovou com o Talmo, Bia, Dayse e a líbero Suellen. Acho que é uma força que perdemos pra próxima SL. Apesar de achar que o Talmo faz melhores trabalhos quando tem grupos menos estrelados e sem favoritismos, só um milagre garantiria o Sesi no pódio se as movimentações permanecerem assim.

O Minas está ainda com muitas indefinições. A principal delas é a Jaqueline. Até mesmo a possível vinda da Rosamaria ganha outro peso caso a Jaque fique. De qualquer forma, o Minas trouxe um importante reforço, a Leia (Pinheiros), além da central Mara (Sanca). Renovou ainda com a levantadora-revelação Naiane e com a Mari PB. Para ter maiores ambições, além de reforçar o time titular, o Minas precisa de um grupo com mais peças de reposição. E talvez nem precise de grandes investimentos, acho até que a sua base seja mais útil do que contratar jogadoras do tipo da Lia e Ju Nogueira. 

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O Rexona está garantindo as suas estrelas. Mantém Gabi, Natália, Carol, Roberta e Mayhara. Ao que tudo indica, Roberta deve ser mesmo a levantadora titular na próxima temporada. Fica em aberto ainda o ponto crítico da temporada, a posição de oposto. As atuais Andreia e Bruna devem ser dispensadas. Dizem que Monique pode ser o nome. É uma boa já que, com Gabi e Natália, o time não precisa necessariamente de uma super carregadora de piano. Equilibraria bem.

A mesma tendência deve ser seguida pelo Molico, renovando a base titular. Confirmadas estão Ivna e Gabi, mas todas as outras titulares, inclusive Carcaces e Thaisa, devem ficar. A pergunta que fica é: o treinador também? Com Luizomar no comando, o Molico precisa ter um time mais equilibrado. Precisa de uma jogadora técnica para a ponta e de uma oposta mais consistente. É arriscado se fiar na Ivna, ainda que ela tenha a Carcaces ao lado. 

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No mais, temos Sassá indo para o Brasília – uma combinação mais que perfeita. É o mesmo destino da Macris (Pinheiros) e onde a central Roberta permanece.

Ou seja, com estas primeiras movimentações, parece que teremos nenhuma força, ao menos em investimento, competindo com Rexona e Molico. Fora estas duas equipes, que estão tentando manter as “estrelas”, os demais parecem estar segurando o caixa, como são os casos de Sesi e Praia, e trocando seis por meia dúzia. 



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Ranking das jogadoras para SL 15/16

Quem estiver interessado em ler um documento de incoerências, eis o Ranking da CBV para a SL 15/16 aqui.
 
Só para listar algumas pontuações "nada a ver":

- Tandara, grávida, vale sete.

- Ana Carol, do Rexona, vale menos que a Bia, do Sesi.

- Camila Brait, a melhor líbero da SL, vale cinco, enquanto a Fabi, seis.

- Seis também é a pontuação da Ramirez e da Gabi, do Rexona. Dá para equiparar a qualidade atual das duas jogadoras? 


terça-feira, 28 de abril de 2015

Seleção Papo de Vôlei - Superliga 14/15

Carcaces - Thaísa - Jaqueline

Gabi - Fabiana - Naiane

Camila Brait; Treinador: Bernardinho


Levantadora:
 
Por um voto, a estreante Naiane (8) bateu a veterana Fofão. A levantadora do Rexona despediu-se da Superliga com o título, mas não levou a principal condecoração da temporada que é figurar na seleção do Papo. Piadas sem graça à parte, é importante que um nome da nova geração tenha se destacado nesta posição na SL. À Naiane falta experiência e ela só virá, evidentemente, com o tempo e, o mais importante, jogando. Tomara que consiga permanecer como titular na próxima temporada.

Pontas/Oposto:

Jaqueline foi a única unanimidade nesta posição e na seleção PV. A melhor jogadora da SL, sem dúvida. Os demais votos ficaram divididos entre Gabi (10) e Carcaces (9). Natália e Rosamaria também foram lembradas. Acho que a principal dificuldade nesta escolha foi que nenhum nome, a não ser a Jaque, fez um temporada regular. Umas foram melhores na fase classificatória, outras na decisiva. Mas acho que o trio das pontas representa bem o que houve de melhor na SL.

Meios de rede:
 
Aqui não houve muita invenção, a dupla da seleção brasileira dominou a votação: Thaisa com 15 votos e Fabiana com 12. Carol ficou bem atrás com 5, apenas.

Líbero:
 
Vitória com sobras da Camila Brait, 16 votos. A Fabizinha brilhou na defesa na fase final, mas o pessoal reconheceu o trabalho dobrado que a líbero do Osasco teve durante toda a temporada.

Treinador:
O decacampeão Bernardinho levou mais essa. Por um voto venceu o Wagão, que, por mais um bom trabalho no Pinheiros, foi lembrado 6 vezes.

domingo, 26 de abril de 2015

O melhor, indiscutivelmente


Rexona/Ades 3x0 Molico/Osasco

Só havia um time em condições de tirar o título da Superliga 14/15 das mãos do Rexona: o Molico das quartas e semifinais. Só que o Molico que entrou em quadra esteve mais para o da fase classificatória, aquele time inseguro, com dificuldades nos ataques e confuso defensivamente.

Já o Rexona entrou com a sua melhor versão do campeonato – incluindo aquelas bobeadas que tanto fizeram os adversários acreditarem  que era possível bater a equipe. Mas elas não foram suficientes para estragar o ótimo trabalho que todo o time fez na final.

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A melhor dupla de ataque da SL apareceu com destaque. Natália e Gabi pouco desperdiçaram as oportunidades de pontuar. O sistema defensivo carioca, então, funcionou perto da perfeição. Saque, bloqueio, defesa e contra-ataque. Foi este circuito, bem executado pelo Rexona desde o início da partida, que construiu a vitória.

Como sempre aconteceu na SL – até mesmo na derrota contra o Sesi – o Rexona teve o controle do jogo nas mãos. Ele definiu, com seus erros e quedas de rendimento, os melhores momentos dos adversários. E foi assim também contra o Molico.

O Osasco teve mérito próprio somente na conquista da vantagem inicial do terceiro set, quando o seu sistema defensivo finalmente entrou na partida. O saque começou a fazer estragos na recepção carioca e o bloqueio começou a pontuar. 

Mas assim como construiu a vantagem, por conta própria a destruiu. Primeiro, nos erros de recepção. Luizomar demorou para sacar a Samara, principal alvo da Jucy na sequência de saques que conduziram o Rexona à retomada no set. Segundo, nos erros bobos de saque e ataque cometidos.

Neste ponto, vem a decepção com o desempenho individual de certas jogadoras: o primeiro, com a Carcaces. A cubana esteve longe de ser aquilo que o Osasco precisava, a bola de segurança. Errou em momentos decisivos. A segunda decepção ficou com a Thaisa. Nem bloqueio, nem saque, nem ataque. Ela pouco ajudou a equipe. Ao menos, ela teve caráter suficiente em admitir que o prêmio de “craque da galera” não poderia ter ido para suas mãos.

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Acho que há pouco a se dizer ao final de mais uma Superliga. 

O título foi para a melhor equipe de todo campeonato. Equipe que passou a temporada toda sem uma oposto titular, mas mesmo assim se manteve a mais forte no ataque. 

No fim, tivemos uma SL mais interessante na fase de classificação do que nas finais. Não só em competitividade, mas também em qualidade - que, de modo geral, foi bem baixa nesta temporada. Acho que só tirando o Bernardinho da SL para ela voltar a ter alguma graça. Está difícil achar alguém que consiga fazer frente a ele. Os profissionais mais competentes não estão em equipes com peças fortes o suficiente para equilibrar a disputa com o "Todo Poderoso". E o contrário também acontece, vide Luizomar no comando do Osasco.

E, para finalizar, fico extremamente feliz que o título tenha ido para a Fofão. Ela merecia fechar a carreira sendo campeã da SL. Ainda temos o Mundial de Clubes pra nos despedirmos de vez dela, mas quero compartilhar com vocês o post que fiz quando ela se despediu da seleção brasileira, em 2008. Acho que resume bem a minha admiração pela jogadora e o quanto ela merece cada aplauso e título conquistado: Por quem os ginásios choram

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Pê esse:

- Acho esta espera de 15 dias por um jogo único de final um total anti-clímax. A SL, para mim, já era quase passado. Os torcedores saem do clima da competição, as jogadoras e comissões técnicas têm que lidar com uma ansiedade prolongada e desgastante, e ainda atrasa o calendário de todo mundo.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Seleção Papo de Vôlei - Votações abertas!


Chegou o momento mais esperado de toda a Superliga: a escolha dos leitores da seleção Papo de Vôlei!

Como sempre, vocês vão escolher os melhores do campeonato elegendo o sexteto principal + líbero + treinador. E, como sempre também, a seleção não dá nenhuma premiação nem para os votantes nem para as jogadoras. Vale mesmo pela diversão!

Os votos podem ser enviados pelos comentários dos posts até o final da segunda-feira (27), um dia após a decisão. Assim, quem prefere esperar a final para ver se alguém vai merecer ou não um lugar na sua seleção, tem tempo suficiente.

Prestem atenção que, por questões técnicas que explico mais abaixo, juntei a escolha das ponteiras e da oposto na mesma categoria. Cada um elege o seu trio ideal e as três mais votadas vão para a seleção. Ou seja, os votos, tanto para uma quanto para outra posição, vão ser contabilizados juntos. A seleção talvez fique meio capenga, mas acho que esta é a melhor maneira de resolver a falta de opções para a posição de oposto nesta temporada. 

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Como já é tradição, inicio a votação com as minhas eleitas. Olha, esta foi a temporada mais difícil para compor a seleção do campeonato. Fora um ou outro nome que se destacou, os demais estão longe de serem uma certeza entre os melhores. Digamos que foi uma temporada sem muito brilho – tanto em relação às equipes como aos desempenhos individuais.

Levantadora: Fofão (Rexona)

Está aí uma posição difícil de escolher. As levantadoras das equipes principais tiveram uma SL bastante irregular. No Sesi, Carol Albuquerque foi constantemente substituída pela Claudinha. No Molico, Dani Lins esteve boa parte da SL irreconhecível. Apesar das estatísticas serem até favoráveis a ela, a Karine, no Praia, não foi mais do que uma levantadora mediana. A Macris fez novamente um campeonato correto, mas pouco de pouca criatividade e ousadia. 

Gostei da SL da Naiane, que seria a minha segunda opção. Junto com a Jaqueline, ajudou a acertar o time do Camponesa/Minas. Mas a juventude e a insegurança pesaram um pouco na fase final.

Por isso, minha escolha pela veterana Fofão, que faz sua despedida da SL. É um voto seguro, sem erro, apesar de saber que não foi das temporadas mais iluminadas dela. Acontece que não se pode desconsiderar o fato de que o time que ela comanda tem o melhor ataque mesmo não tendo – nem de longe - a melhor recepção do campeonato.


Centrais: Ana Carolina (Rexona) e Thaísa (Molico)

Está aí outra posição difícil de escolher. Acho que as principais jogadoras desta posição fizeram uma temporada parecida. As melhores atacantes foram prejudicadas pelo baixo nível de qualidade do passe. Ainda assim, vimos jogadoras como Fabiana, do Sesi, e Roberta, do Brasília, serem fundamentais para compor o ataque de seus times. A Roberta poderia até estar na minha seleção se as contusões não a tivessem a impedido de jogar até o final.

A minha escolha, portanto, vai para aquelas centrais que colaboraram com os seus times por outros caminhos, através do saque e do bloqueio. Acho que tanto a Carol como a Thaísa – ainda que sem mostrar o mesmo nível de desempenho durante toda a SL – são as que apresentam melhores performances nesses dois fundamentos. Afinal, saque e bloqueio compensaram a dificuldade das equipes desta SL em pontuar no ataque e salvaram muitas partidas para os favoritos.


Líbero: Camila Brait (Molico/Osasco)

De todas as líberos, a Camila foi a que teve maior trabalho e que melhor respondeu às dificuldades. Teve que lidar com trocas constantes das ponteiras passadoras, além da baixa qualidade das suas colegas neste fundamento no fundo de quadra. Ela é responsável quase que sozinha por toda linha de passe do Molico. A desorganização na defesa, durante a pior fase do time no campeonato, prejudicou-a. Mas, no momento que a equipe alcançou o mínimo de estabilidade, ela voltou a brilhar na defesa.


Ponteiras/Oposto: Jaqueline (Camponesa/Minas), Gabi (Rexona) e Carcaces (Molico/Osasco)

Definitivamente, não foi uma Superliga das opostos. Os treinadores passaram a competição tentando encontrar a jogadora ideal para a posição. Foram trocas e trocas para que se chegasse ao final sem qualquer destaque. O papel de definição e de bola de segurança, no fim, ficou para as ponteiras passadoras. 

A única oposto que dá realmente para destacar é a Thaisinha, do São Caetano. Monique ficou muito tempo fora e a Rosamaria caiu de rendimento depois das contusões. Por isso, por falta de opções, resolvi colocar as ponteiras e a oposto na mesma categoria para, cada um, compor seu time como quiser. 

No meu caso, a cubana Carcaces assumiria o papel de oposto. Jaqueline foi a escolha mais fácil e óbvia desta seleção, simplesmente porque não há no Brasil jogadora igual a ela. E Gabi foi a eleita para representar o Rexona, o melhor ataque da SL.


Treinador: Bernardinho

Assim como a Fofão, opto pelo o que não tem erro. Independentemente do time que tem nas mãos, o Bernardinho faz render e leva à final. Há pouco o que se discutir contra resultados. Acho que Talmo e Wagão também merecem um aplauso pela temporada. Fizeram mais com menos.