segunda-feira, 27 de julho de 2015

É bronze! GP - Brasil 3x1 Itália



Nos despedimos do Grand Prix com o bronze e com alguns pontos a comemorar e outros nem tanto.

A partida contra a Itália resume bem o desempenho brasileiro na maior parte do GP. Carol e Jucy foram as protagonistas do jogo e do campeonato. Ambas foram os destaques no bloqueio e no ataque e comandaram a seleção. Os jogos nos quais o Brasil não conseguiu acioná-las foram aqueles nos quais mais enfrentou dificuldades.

Aí caímos no principal problema brasileiro: a dificuldade de pontuar no ataque e contra-ataque com as ponteiras. Isso tornou algumas disputas fáceis mais trabalhosas e as difíceis, muito desequilibradas contra o Brasil. 
 


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Acho que o GP valeu bastante pra colocar pra jogar a Gabi, Carol, Natália e Léia e, também, pra deixar claro o gap que há ainda entre elas e as titulares. Mas só jogando e passando por estas experiências para elas crescerem.

Natália e Jucy estiveram na seleção do torneio, sendo eleitas as melhores das suas posições. Admito que me surpreendi ao ver a Natália como melhor ponteira. Ganhou por ter sido quem melhor uniu o desempenho na recepção e no ataque. Ainda assim, a Natália, pelo tempo de estrada que já tem, precisaria oferecer muito mais regularidade e ser mais confiável.

A Jucy teve um momento muito especial no GP. Apesar de ter a seu favor uma característica quase que exclusiva entre as centrais atuais, que é de ser muito rápida e ágil (a Adenízia é quem mais se aproxima dela neste sentido), fica difícil imaginar que ela consiga um espaço no time brasileiro. Acho que o torneio foi pra ela um canto dos cisnes.

A Léia não foi bem, ao meu ver, nesta fase final do GP. Sei que ela é muito boa, mas cometeu erros técnicos difíceis de se aceitar para uma líbero. Sassá, na sua estreia na sua posição, esteve melhor. Léia ainda tem um longo caminho para trilhar se quiser incomodar a Camila Brait, que esteve muitíssimo bem tanto no GP como no Pan.

Carol e Gabi também ainda têm uma longa estrada. Caíram de rendimento na fase final, mas mantiveram uma certa regularidade ao longo de todo o GP. Gosto da Carol, acho que, além do bloqueio, tem um saque muito bom e poder de decisão.

E vejo evolução na Gabizinha. Acho que ela está desenvolvendo melhor outros fundamentos como bloqueio e passe. No ataque, ela está tendo que aprender a se virar mesmo quando a bola não vem do jeito ideal pra ela, que é com velocidade. Aí são muitos mais erros que acertos, é verdade. Mas ela encara numa boa, não esmorece e assume a responsabilidade, o que acho muito positivo para uma jovem como ela.




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Ainda que possamos questionar a divisão das equipes para os dois torneios, acho positivo que o Brasil tenha dado este passo de testar as jogadoras reservas. Nenhuma delas roubou a nossa atenção ou surpreendeu a ponto de questionarmos as titulares, mas está valendo o processo e a experiência pelas quais elas estão passando porque logo ali adiante elas podem estar provocando algumas dúvidas quanto quem deve defender o time principal.

domingo, 26 de julho de 2015

EUA 2x0 Brasil


Caramba, o Brasil testou nossa paciência nos dois confrontos contra os Estados Unidos de hoje. Por isso, já aviso que este post, além de longo, será bastante amargo.

Perder faz parte, o adversário que enfrentamos, tanto no Pan como no GP, é qualificado, nos conhece muito bem. O que é difícil de aceitar e digerir é a falta de qualidade brasileira, o que a seleção tinha condições de apresentar e não apresentou. Vejamos: 
 
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Pan – Brasil 0x3 Estados Unidos

O Brasil, pela primeira vez na competição, começou bem uma partida. Estava com alguns bons saques, o bloqueio se fazia presente contra a Kristin e a defesa estava super atenta. Mas o mesmo problema que infernizou nossa seleção tanto no Pan como no GP também esteve presente: a ineficiência do ataque. E não só na virada de bola, mas também no contra-ataque.

Digamos que, enquanto os EUA, tiveram um repertório de dar gosto, jogando fácil com todas as atacantes os saques meia-boca brasileiros, o Brasil teve só a Garay e, de vez em quando, a Jaque. Mari PB começou bem a partida, virava mais bolas que as opostos brasileiras, mas teve que ser sacada para a importante entrada da Jaqueline, que deu uma injeção de ânimo e experiência à equipe. 
 
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Garay e Jaque se esforçaram pra carregar o time nas costas, mas é difícil fazer isso o tempo todo. Só a Macris não percebeu que tudo tem um limite e que, em certos momentos, o melhor era tentar outras saídas. O que a Macris tem de técnica não tem de visão de jogo. Ela aciona umas jogadas no momento errado e, depois, insiste em outras. Foi assim que o terceiro set acabou para os EUA, com a Macris insistindo na bola mais complicada de virar para qualquer time, que é na entrada da rede, quando só se tem duas atacantes na rede. A Jaque estava encaixotada ali, mas a levantadora ignorou a Adenízia e a Garay pelo fundo.

Aí a gente pensa: por que não utilizar a levantadora reserva? Porque a Ana Tiemi entra e mostra que não sabe levantar. A mão fraqueja, a bola sai terrível. Ela levantou duas bolas espetadas e baixas em momentos importantes de contra-ataque no terceiro set. Como contar com uma jogadora dessas?

Agora, houve um atenuante para a atuação da Macris - que, inclusive, considero bastante segura, com personalidade, mas que se perde nas escolhas: é a falta de confiança nas opostos. Rosamaria, que começou a partida, não virou, e Joycinha, depois de um espasmo de dois pontos no terceiro set, também não.

E aí a gente pensa outra coisa: por que convocar Ana Tiemi e Joycinha, se elas não dão resultado? Pergunta lá no posto Ipiranga, porque eu não sei. Talvez lá consigam decifrar porque o Zé Roberto insiste tanto em gente ruim. Troféu persistência pra ele por insistir há 10 anos na Joycinha e na Ana Tiemi sem obter nenhum resultado positivo. Tá, estou sendo meio injusta porque a Ana Tiemi até que teve alguns bons momentos na seleção. Mas, caramba, ESQUECE a Joycinha! Ela teve mil chances e não aproveitou nenhuma! A Rosamaria teve cinco e foi descartada com uma facilidade incrível! 

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Ainda no mesmo assunto: você tem duas opostos no seu grupo. Uma de 31 anos, com diversas passagens na seleção sem deixar qualquer marca que valha alguma lembrança, jogando desde o início do ano pela seleção e não fazendo UMA atuação decente. Outra, com 20 anos, boa passagem em clubes e na seleção de base, com potencial, com entrosamento com a levantadora titular, mas que, sim, precisa ainda ser muito trabalhada e, nas poucas vezes que entrou, também não rendeu. Em quem você aposta? Eu, você e a torcida do Flamengo, na segunda. O Zé Roberto, claro, na primeira.

Se a Rosamaria tivesse em quadra nesta final e tivesse a mesma atuação da Joycinha, eu aceitaria numa boa. Porque ela merece uma oportunidade, tem potencial, e mostraria que o Zé pensa no futuro da seleção. Agora é impossível encarar numa boa ver a Garay e a Jaqueline carregarem um peso morto de 1,90 e 31 anos.

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Pra fechar os trabalhos sobre esta final do Pan, faltou dizer que nosso bloqueio também deixou a desejar; que a comissão técnica e suas substituições erradas fizeram uma lambança inaceitável, beirando o amadorismo; e, por último, dar os parabéns aos Estados Unidos pelo título e por trabalhar muito bem a sua renovação - que, além das ponteiras/opostos, têm um bom repertório de levantadoras de qualidade.

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GP - Brasil 0x3 Estados Unidos

Este era um resultado que já esperava CASO os EUA entrassem com sua força máxima em quadra. Com sua versão mais “light”, os EUA, ainda assim, sobraram contra o Brasil – e isso é inaceitável.

Claro que mesmo o time B dos EUA é talentoso. O país tem um arsenal sem-fim de jogadoras de qualidade e com muito potencial. Mas vamos analisar friamente quem estava em quadra: uma levantadora novata, uma ponteira novata e uma oposta novata - duas delas sem sequer experiência de clubes. Todas muito menos rodadas que Dani Lins, Natália e Gabi, portanto. E o Brasil não colocou pressão alguma do outro lado para aproveitar a inexperiência destas jogadoras.

A Robinson se mostrou deficiente no passe e este foi o único ponto que conseguimos explorar – ainda assim, muito menos do que poderíamos. Afinal, não tínhamos uma sequência boa de saques. A levantadora Kreklowe e a Lowe, a oposto canhota, jogaram com uma facilidade incrível porque não encontraram, em nenhum momento, alguma resistência por parte do Brasil. 

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A seleção brasileira foi decepcionante. Poderia ter feito um jogo muito mais competitivo, ter brigado pela vitória de forma mais equilibrada e, quem sabe, ter obrigado o Kiraly à buscar ajuda das experientes que estavam no banco.

O Brasil, assim como fez contra a Rússia, esqueceu de colocar em quadra aquilo que tinha de mais forte. O bloqueio passou em branco e os ataques com as nossas centrais inexistiram. Uma inexplicada falta de sintonia entre a Dani e a Jucy e a Carol apareceu quando mais precisávamos. Paulo Coco fez certo ao apostar na Roberta no lugar da Dani no terceiro set, mas foi tarde.

Natália foi terrível no passe e uma incerteza no ataque. Monique, quem diria, foi quem melhor respondeu neste fundamento. Nossa defesa e cobertura de ataque pareciam presas ao chão de tão lenta e sem reflexos. Aliás, quando a Sassá esteve em quadra semana passada, nosso sistema defensivo esteve bem melhor.

E o que dizer dos contra-ataques? Quase nenhum aproveitado. É impressionante as chances que criamos e, por incompetência, ora do levantamento, ora da atacantes, desperdiçamos.
 

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Pra refletir...
 
Com o Pan terminado e o GP a uma partida do fim, hora de fazer o balanço deste semestre de experiências do Brasil. Os resultados finais não incomodam, mas o que eles representam e sinalizam, sim.

Primeiro, faz parte do esporte perder, mas é bom que haja uma disputa equilibrada para que o respeito ao adversário permaneça. Estas sequências negativas dão moral para os EUA, que estão perdendo o medo contra o Brasil. Estamos fortalecendo nosso principal adversário.

Segundo, o que já se sabia, mas foi comprovado, nosso elenco é muito pobre. Que Deus cuide bem de Sheilla, Thaisa, Fabiana, Jaqueline e Garay, porque, pelo que vimos, não há ninguém em condições de disputar a vaga de titular com elas. E seja o que Deus quiser pós- 2016.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

GP - Brasil 3x0 Japão



A vitória contra o Japão teve um lado bom e outro ruim. O bom, obviamente, é que o Brasil conseguiu se recuperar depois de um jogo terrível contra a Rússia, trazendo de volta à quadra aspectos importantes que tinham sumido na partida anterior, como o bloqueio e as jogadas com as centrais.

O lado ruim foi a instabilidade técnica e emocional. O time cometeu erros bobos em saque e recepção e permitiu aproximações perigosas no placar quando tinha vantagens. Foi um aspecto que não reparei, ao menos de forma tão explícita, na semana passada. A equipe parecia mais redonda, menos sujeita a altos e baixos como apresentou hoje contra o Japão.

No mais, fica a decepção com o baixo aproveitamento da Monique, novamente. O Japão parecia ser o adversário ideal para que ela deslanchasse, já que o bloqueio japonês não é tão alto e pesado, mas não foi o que aconteceu. 




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Filosofando sobre o vôlei feminino...

Não sei se é só uma percepção meio atrasada minha, mas nestas últimas competições internacionais tenho notado uma melhora do sistema defensivo das seleções.


O vôlei feminino realmente se caracteriza muito pelo volume de jogo, não há dúvida. Só que esta não era uma “arte” dominada pela maioria. Os times asiáticos tinham na defesa o seu ponto forte e o Brasil trabalhou muito também neste sentido, principalmente com a entrada do Zé no comando da seleção. Atualmente, vejo que quase todas as seleções vem apresentando um ótimo nível defensivo. Até a Rússia, com suas gigantes, parece mais eficiente na defesa – é verdade que, muitas vezes, falta a técnica ideal, mas o posicionamento da marcação está ali.

Isso exige muito mais habilidade das seleções, pois, além de garantir a defesa em si, precisam saber trabalhar a troca de bolas e se organizar para um contra-ataque minimamente aproveitável. Acho que tudo isso torna o jogo mais interessante e bonito de se ver. E também deve preocupar a Fivb, pois torna as disputas mais longas e menos aptas a serem televisionadas...

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Jornada dupla pesada


Que dia complicado para as seleções brasileiras no GP e no Pan! Uma derrota e uma vitória suada que vieram por motivos muito parecidos, como vamos ver a seguir nos comentários. 


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Pan – Brasil 3x2 Porto Rico

Mais uma vez, o Brasil se complicou contra Porto Rico. Mas ao contrário da estreia, não foi o ataque o principal problema brasileiro. Garay e Rosamaria até que deram, a partir do segundo set, maior vazão a este fundamento. Sim, ainda assim desperdiçamos muitos contra-ataques por falta de uma organização melhor, mas esta dificuldade já era mais ou menos esperada.

O que “quebrou as nossas pernas” – assim como no GP – foi a falta de um bom saque para que nosso bloqueio entrasse na partida. Deixamos a levantadora e as atacantes porto-riquenhas muito à vontade. Não colocamos pressão alguma no outro lado da quadra para forçar os erros de lá. Não conseguíamos fazer uma sequência de pontos sem entregá-los facilmente depois com algum erro de saque.

A atuação da Ocasio e da Aurea Cruz, que esteve bem apagada na primeira partida, foi absurda. Imaginei que elas perderiam o fôlego durante a partida, mas se mantiveram em alta o tempo todo. Foi somente com a melhora da relação saque-bloqueio que as coisas começaram a se encaixar melhor para o Brasil. Porto Rico começou a dar mais pontos em erros, e nós começamos a bloquear mais e a ganhar as trocas de bola.

Mas tudo à base de muito suor e sofrimento. Tanto que o Brasil novamente teve que correr atrás do placar no tie-break. E, de novo, como numa mágica, a Joycinha e, desta vez também, a Ana Tiemi entraram e recuperam o set com bons saques, pontos de bloqueio e ataque. 
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Vai entender... O Brasil chega no último momento e faz tudo o que tinha que ter feito desde o início. E a Joycinha, que sequer entrava na inversão 5x1, desencanta totalmente. Acho que ela é, como se fala no futebol, “jogadora de segundo tempo”, não serve para ser titular, pois tem efeito curto. Ela diz que continua se irritando com o tempo da bola. Eu digo que já passou da hora dela esperar a bola perfeita. Se quer bola perfeita, não pode ser oposto.

Ela pode se mirar num exemplo que está ao lado dela: Fernanda Garay. Não interessa se a bola tá boa ou ruim, ela tenta dar um jeito. É nessas horas que separamos as jogadoras de seleção e de clube. No jogo de hoje, usando exemplo do futebol também, Garay cobrava o escanteio e ia cabecear. Minha mãe, vendo a partida, resumiu bem: “Coitada da Garay, tem que fazer tudo!”.

Ela segurou muito as pontas na defesa, junto com a Brait, e no ataque, principalmente nas inversões, quando ela ficava sobrecarregada sem ter a companhia da Rosa. Cheguei a pensar que a inversão no tie-break não seria uma boa ideia. Meu medo era ficarmos sem força de ataque tendo que contar somente com a Garay. Mas o peso da camisa e a estrela do treinador acabaram, ainda bem, me contrariando e valendo a classificação para a final. Será que vamos ter que contar de novo com eles para conquistar o ouro?
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GP- Brasil 0x3 Rússia
Uma semana depois, a Rússia nos dá um troco muito bem dado no GP.

Claro que sabíamos que, com as principais em quadra (leia-se Goncharova), a Rússia não seria o mesmo adversário da semana passada. O Brasil precisaria ser mais do que foi para batê-las novamente, principalmente ter um ataque mais eficiente.

Acontece que, como temíamos, o ataque não funcionou. E pior: o que vinha funcionando bem também não. O Brasil não encontrou, durante toda a partida, uma forma de explorar o passe russo. Por consequência, o bloqueio não entrou. E aí foi uma avalanche de efeitos negativos em todos os outros fundamentos.

A defesa cometeu erros técnicos bobos. Os contra-ataques eram muito mal armados, a maioria era devolvida de graça para a quadra da Rússia que, por sua vez, sabia aproveitar as oportunidades. 
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Mesmo com todos os erros bobos cometidos pela Rússia no primeiro e, principalmente, no segundo sets, o Brasil não conseguiu achar seu ponto de alavancagem na partida. Era beneficiado pelas falhas para, em seguida, ele mesmo errar um saque. Não teve uma sequência que desse confiança ao time e o fizesse engrenar.

A Rússia nos enterrou em bloqueios porque nosso sistema de ataque foi mal do passe ao golpe final. Gabi e Natália não tiveram a consistência das partidas anteriores. A Dani fez, a meu ver, sua pior partida no GP. Lembrou-me muito a sua temporada no Molico pela falta de ousadia e visão da marcação adversária. Não fez o bloqueio russo se movimentar puxando as centrais com mais frequência ou optando pela maior distância. E, se digo isso da atuação da Dani, é porque sei que ela tem capacidade de consertar e forçar jogadas quando o passe não é o ideal.

Por fim, nosso trio de ponteiras esteve muito inseguro e não soube explorar o bloqueio russo. O comportamento das meninas me lembrou os das colegas do Pan na partida contra os EUA. A parada era mais complicada, mas tanto Gabi como Monique tinham habilidade para se safar melhor. 
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Num dia muito ruim do Brasil, acho que faltou o Paulo Coco ter tentado mais alternativas. O banco não é rico de opções, mas algumas poderiam ter sido testadas. Uma era uma simples troca da Monique pela Ivna. Não acredito que melhoraríamos no ataque, mas o bloqueio ganharia um bom reforço. Outra era, para o terceiro set, tentar uma formação com a Natália como oposto e Gabi e Suelle nas pontas, para ver se equilibrava o passe e liberava a nossa atacante mais forte.

Enfim, acho que o treinador ficou meio que resignado com a derrota. Uma pena. Não pela classificação final, que sabemos que esta não é a proposta deste ano, mas porque o Brasil poderia ter sido mais competitivo na partida. 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

GP - Brasil 3x1 China



Prólogo: É meio decepcionante ver a China enviar seu time B logo pras finais do GP. Primeiro porque tira um pouco da graça da competição; segundo porque, mesmo sem o Brasil estar com sua força máxima, era bom poder enfrentar as vice-campeãs mundiais antes da Olimpíada já que não estaremos na Copa do Mundo.
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Partindo pro jogo em si, o Brasil, mais uma vez neste GP, começou em rotação baixa. Como existe um tempo naturalmente necessário para encaixar a marcação – o ponto forte do Brasil na competição -, a seleção fica um tanto insegura, pois acaba dependendo demais do ataque – que sabemos bem, é o principal problema brasileiro.

E demorou até o Brasil começar a ter consistência no saque e a bloquear nesta partida contra a China. Demorou tanto a ponto de perdermos o primeiro set. A seleção, a partir de determinado momento, perdeu-se completamente na partida. Travou no ataque, ficou ansiosa e desandou.

Do segundo set em diante, o Brasil viu que não precisava muito para quebrar o passe chinês, exigia só de um pouco de regularidade no saque. Com isso feito, a China se mostrou um adversário bastante frágil. A boa relação saque-bloqueio matou as chances das chinesas na partida.

Agora, pra não perder o hábito: nosso ataque pelas pontas não esteve bem. Deu pra perceber, pela distribuição, que a Dani abriu mais o jogo, o que acho positivo. Mas ela não teve uma boa resposta por parte das atacantes. Podemos dizer que somente a Gabi se safou. A Monique foi mais acionada que nos jogos anteriores, pontuou mais, mas ainda precisa melhorar o aproveitamento. Já a Natália, que vinha numa boa sequência, hoje não esteve bem. Sem ela, fica difícil enfrentar times mais maduros desta fase final do GP.


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Pê ésse:

- O Brasil vai enfrentar Porto Rico na semifinal do Pan. Espero que o reencontro seja bem menos complicado do que foi na estreia. E isso só depende do Brasil. 


terça-feira, 21 de julho de 2015

Pan - Brasil 3x2 EUA



Parecia decisão valendo ouro tamanha disputa entre as seleções. E os torcedores é que ganharam com um belo jogo.

Digamos que a partida pode ser resumida em diversas sequências de saque para cada equipe. Tanto Brasil como os Estados Unidos se destacaram pelo seu jogo defensivo e pela dificuldade na virada de bola. O Brasil funcionou melhor no bloqueio, os EUA na defesa e contra-ataque.

As norte-americanas tiveram uma organização e um aproveitamento melhores nos contra-ataques. Isso me fez crer que elas levariam a partida. Mas uma velha característica dos EUA, que pensei tivesse sido extinta com a conquista do Mundial, reapareceu: a “tremedeira” na hora da decisão.

O quarto set foi praticamente entregue ao Brasil em erros bobos e oportunidades desperdiçadas pelos EUA. Exatamente no final, elas começaram a cometer falhas que não vinham cometendo até então.

Na seleção brasileira aconteceu o contrário. Se as falhas norte-americanas deram o quarto set ao Brasil, o tie-break foi totalmente conquistado por méritos brasileiros. Na hora que precisou decidir, Rosamaria soltou o braço e, finalmente, decidiu no ataque enquanto que a Joycinha simplesmente fechou a rede fazendo pontos seguidos de bloqueio.

Isso nos deixa mais confiante. Afinal, mesmo com o time capenga e com muitas falhas, a seleção consegue fazer valer a camisa e o histórico.

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Falando em falhas brasileiras...

Houve falhas de recepção, mas esta não foi a constante da partida. Foram pontuais. Portanto, não se pode colocar na conta do passe a dificuldade da virada de bola. Houve também o mérito da defesa americana, sem dúvida. Elas estavam por todo os lados da quadra, era realmente difícil cair a bola na quadra delas.

Mas isso não pode ser desculpa para não pontuar na primeira bola de ataque. Somente Garay e Adenízia tiveram bom aproveitamento neste sentido. Aliás, a Garay foi o destaque na partida. Assumiu a responsa de jogadora mais experiente (a Jaque não jogou) e de pontuar pelas pontas, além de varrer a quadra na defesa. Bom vê-la de volta à velha forma.

Acho que, nesta partida, tanto Joycinha como Rosamaria estiveram ansiosas e não prestaram atenção nas oportunidades que tiveram. Mesmo com bloqueios quebrados, elas não viam as brechas tampouco exploravam o bloqueio. Rosa só foi fazer isso no tie-break.

O aproveitamento brasileiro também teria que ser melhor nos contra-ataques. Aí pesa o entrosamento, mas também a falta de visão da Macris. Muitas vezes parece que ela só quer mesmo é se livrar da bola, jogar o abacaxi pra atacante. São levantadas que não possuem uma estratégia, um objetivo. Agora, pelo que apresentou a Ana Tiemi nas inversões de 5x1, é melhor ficar com a mão mais calibrada da Macris mesmo em quadra.

Temos mais dias de treinamento para melhorar estes pontos para a final, que deve ser novamente contra os EUA. Temos que fazer mais para vencê-las novamente, não dá pra ficar somente à espera dos erros do lado de lá.

sábado, 18 de julho de 2015

Duas vezes Brasil: Pan e GP


Mais um dia de jogos da seleção feminina pelo Pan e GP. Para piorar a confusão que está minha cabeça de quem joga o que, os jogos hoje foram quase que simultâneos. Bora comentar o que deu pra ver das duas partidas:

Pan – Brasil 3x1 Peru 

 
Mais um set totalmente desnecessário perdido pelo Brasil no Pan. A seleção entrou mal em quadra, sem pressionar as peruanas no saque e no bloqueio. Acabou se complicando e perdendo o set pra equipe mais fraca do grupo – o que pode custar o primeiro lugar e a vaga direta na semifinal.

Os demais sets foram dentro do que deveria ser: o Brasil praticamente decidindo a partida na relação saque-bloqueio. O Peru tem uma recepção fraca e comete muitos erros. Um pouco de agressividade foi suficiente para o time se desmanchar. 

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A não ser no primeiro set, esta não foi uma partida que exigiu muito do ataque brasileiro. Ainda assim, os problemas de entrosamento entre a Macris e as atacantes são perceptíveis – afinal, não ia ser de uma hora para outra que se resolveriam.

Quem mais sentiu o descompasso desta relação foi a Jaque. Ao meu ver, ela está recebendo bolas muito lentas, o que a faz chegar embaixo da bola ou ficar com a força do movimento final do ataque comprometida.

Já a Garay, ainda que esteja recebendo bolas irregulares, tem conseguido se safar de um jeito ou de outro. O bom é que a Macris recuperou uma bola importante para o Brasil e que estava esquecida desde o início do GP: jogada de meio fundo. Nela, a Garay teve um ótimo aproveitamento.

Na segunda-feira, o Brasil tem um confronto bastante difícil contra os EUA. As americanas têm um bloqueio pesado, o que vai exigir da Macris mais velocidade do que ela tem utilizado até agora nas jogadas.

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GP – Brasil 3x0 Itália 

 
Acho que foi a melhor partida brasileira no GP. Depois da separação do elenco, este Brasil que joga a última fase do GP tem se mostrado mais regular e consistente do que o anterior.

Mesmo com uma levantadora bastante jovem como titular, a Itália entrou em quadra com aquilo que tinha de melhor à disposição e o Brasil venceu-a com muita propriedade.

A Itália tem um estilo semelhante ao brasileiro, gosta de usar as centrais e tem bastante volume de jogo. Foi uma partida, portanto, com bastante trocas de bolas e belas defesas. No fim, a seleção brasileira teve mais organização e habilidade na construção dos contra-ataques. Nosso poder de decisão também foi superior com o trio do Rexona Gabi, Natália e Jucy. Aliás, gostei da distribuição mais aberta e equilibrada da Dani nesta partida.

Já a força de ataque italiana ficou presa no nosso forte bloqueio. Não adianta, a Diouf não se cria sobre a seleção brasileira. Os dois metros da oposto italiana não assustam em nada a marcação nacional. Até não sei por que o Marco Bonitta não lançou mão da Sorkaite mais cedo.

O Brasil parte para a fase final mais bem preparado do que imaginava. Ao menos, tem um elenco que se mostra bem organizado e entrosado. Vamos sofrer ainda com o nosso ataque, principalmente ao enfrentar os Estados Unidos e a China, mas defensivamente estamos muito fortes. Acho que é o suficiente para entrar na briga.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

GP - Brasil 3x0 Bélgica

No oitava jogo do Brasil no GP, posso finalmente mudar o repertório dos meus comentários. É que desta vez, a seleção brasileira mostrou um jogo menos dependente do bloqueio e das jogadoras centrais no ataque.

O Brasil, mesmo contra a fraca Bélgica, continuou mais forte jogando defensivamente. Só que, desta vez, o ponto forte não foi bloqueio, mas, sim, o volume de jogo e o aproveitamento dos contra-ataques. 

A virada de bola ainda é uma pedra no sapato da seleção, mas a Natália tem dado uma resposta muito positiva para ajudar a melhorar este ponto. Foi ela a maior pontuadora no ataque – com sobras, aliás. 

As centrais não ficaram nem em segundo, mas, sim, em terceiro plano na distribuição da Dani nesta partida. O passe pode não ter ajudado em alguns momentos, mas deduzo que esta foi mais uma orientação da comissão técnica do que circunstância da partida. Talvez tenha sido uma tentativa de colocar as ponteiras e a oposto mais vezes em ação.

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O leitor do blog, Paulo Roberto, comentou no último post que o Brasil não pode ficar refém das jogadas com as centrais. Concordo. Uma coisa é elas serem uma forte opção; outra, a única saída de jogo brasileiro. O que deveria ser um trunfo acaba se tornando numa armadilha perigosa. Afinal, as condições para estes tipos de jogadas são mais específicas e podem facilmente ser quebradas pelos adversários.

Acho que, com a Natália respondendo bem quando acionada, vale a pena a Dani abrir mais o jogo. E, também, insistir em colocar a Monique na partida. Hoje, ela já foi mais acionada e teve um melhor desempenho do que das partidas anteriores. É importante para o Brasil que ela ganhe confiança para a fase final. 


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Vitória em dose dupla



A partir de hoje, a seleção feminina está atuando em duas frentes: Pan-americano e Grand Prix. E se a seleção se desdobra nas duas competições, o Papo não fica atrás:

Pan - Brasil 3x2 Porto Rico

Eita, que sufoco a estreia brasileira no Pan-americano! Lembra – e muito – a suada vitória na estreia do Pan de 2011 contra a República Dominicana (pra lembrar: http://papodevolei.blogspot.com.br/2011/10/trabalho-na-estreia.html. Aliás, lendo o post, dá pra ver que o Brasil está muito parecido com aquele de quatro anos atrás...)

Como já havíamos previsto, o desentrosamento entre a levantadora e as atacantes foi o principal problema da seleção – além da bola diferente, mais leve, que está sendo utilizada nos Jogos. Mas a bola foi uma dificuldade para ambas equipes, que erraram saques adoidadas.

O Brasil teve um bom volume de jogo, o que oportunizou muitos contra-ataques. Mas a falta de sintonia entre a Macris e as atacantes acabou comprometendo o aproveitamento deles. Ficou claro a falta de timing nas jogadas, Jaque e Garay entravam embaixo da bola para atacar. 

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Isso já era meio que previsível que acontecesse, principalmente com a Garay e a Joycinha, que vinham treinando com a Dani Lins. Ainda bem que tínhamos Adenízia em quadra, salvando o Brasil no ataque e no bloqueio. Pensei que o tempo no banco iria deixa-la sem ritmo, mas ela foi decisiva hoje.

As substituições também foram importantes para que a seleção conseguisse sequências importantes no saque. Rosamaria e Angélica entraram no lugar das apagadas Joyce e Bárbara e conseguiram acrescentar maior consistência neste fundamento. 
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Porto Rico, como todo time caribenho, é um time com força, mas que peca pela irregularidade e pelo excesso de erros. O Brasil não ficou muito atrás nas falhas, o que acabou equilibrando a partida pelo lado negativo.

Esperava que a velha conhecida Aurea Cruz fosse a atacante que nos daria mais trabalho, mas me enganhei. A Enright roubou a cena. Foi muito bem nos primeiros sets, mas, depois, naturalmente, pela exigência acima da conta, caiu de rendimento.

No fim, foi um adversário pesado demais para uma estreia de um Brasil desentrosado. Um pouco mais à frente na competição, não daria tanta dor de cabeça como agora. 


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Agora, tenho que admitir um erro de avaliação meu sobre o Pan. Olhei os cruzamentos errados e confudi os adversários que iríamos enfrentar nesta fase classificatória (#mané). No fim, não é nada tranquilo como imaginava e nem dá tanto tempo assim para o time se ajeitar durante a competição. 

O Brasil, obviamente, tem o elenco mais forte e experiente entre os competidores, mas tem o desentrosamento pesando contra. Ele mesmo deve ser o maior obstáculo no caminho ao ouro.
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GP - Brasil 3x0 Rússia

Curioso que, no GP, apesar do adversário impor muito mais nome, a vida brasileira foi muito mais fácil do que no Pan. Acontece que a Rússia tirou o time titular de quadra e, com a eterna displicência e falta de interesse no GP, ajudou o Brasil.

Mas não vou tirar os méritos brasileiros nesta vitória. O Brasil se mostrou concentrado e fez bem a sua parte ao explorar a fragilidade da recepção russa e utilizar a velocidade com as centrais, principalmente com a Jucy. A lerdeza do bloqueio russo deixou nossas jogadoras com bloqueios quebrados ou simples quase toda vez que as bolas foram paras as meios de rede.

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Desde que começou o GP falo a mesma coisa sobre o estilo de jogo brasileiro. Não quero bater sempre na mesma tecla, mas este é o Brasil neste início de temporada: as centrais como principais saídas de ataque e o bloqueio pontuando muito. E foi assim novamente contra a Rússia.

Mas tivemos uma boa novidade nesta partida: a Natália virou muito bem no ataque. As vezes que tinha entrado nas últimas partidas ela não correspondeu. Vamos ver se ela mantém o mesmo aproveitamento no restante da competição.

Na posição de oposto, a Monique teve muitas dificuldades. Primeiro, porque as bolas, no início do jogo, estavam muito empinadas e lentas para ela. Com o passar da partida, vieram bolas mais ao seu estilo e ela melhorou. Mas ainda carece de ritmo.

E, por último, vale destacar a atuação da Sassá. Incorporou-se bem ao fundo de quadra brasileiro tanto na defesa como no passe.

domingo, 12 de julho de 2015

GP - Brasil 3x0 Alemanha

 
O Brasil tem começado os seus jogos em rotação baixa. A seleção demora a desenvolver uma postura agressiva. Assim, os inícios de jogos são de erros ou saques fáceis e de uma recepção desatenta que ajudam o adversário a gostar da partida e dobram o trabalho brasileiro para recuperar o placar.

Contra a Alemanha foi bem assim. O primeiro set só não se transformou em derrota brasileira graças a um erro da arbitragem (que a tecnologia não ajudou a evitar) e a entrada da Jaqueline, que deu uma estabilizada no passe e fez bloqueios importantes.

Com uma jornada ruim da Camila Brait, o passe brasileiro foi muito irregular. Impossibilitou a maior utilização de jogadas velozes. Vacinada, a Alemanha esteve muito atenta às jogadas com as centrais. Aí o jogo brasileiro teve que ser pelas pontas e – ALELUIA – a Joycinha deu conta do recado.

No mais, a frágil recepção alemã deu pontos fáceis ao Brasil e aliviou o trabalho do bloqueio contra as boas atacantes Brinker e Stigrot. 

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O elenco brasileiro agora se divide entre o Pan e o GP. Até agora, mesmo que aos trancos e barrancos e usando a competição mais como um experimento, o Brasil fez bem a sua parte, encaminhando a classificação para a fase final. O núcleo responsável por boa parte da campanha até aqui no GP vai continuar: Dani Lins, Gabi, Jucy e Ana Carolina. Talvez a Fabiana também reforce o time.

Acontece que os adversários da próxima fase (e, depois, da final) são mais qualificados e vem mais reforçados, ao contrário do Brasil. Com exceção da Bélgica, a seleção enfrenta a Rússia e a Itália, times com mais recursos. Ou seja, será mais trabalhoso. Mas, como o mote deste ano é experimentar, será um bom teste para Gabi, Natália e Cia.